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Radovan Karadzic condenado a prisão perpétua

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Antigo líder dos sérvios da Bósnia-Herzegovina foi condenado, entre outros, pela responsabilidade no cerco de Sarajevo e pelo massacre de Srebrenica.

O antigo líder dos sérvios da Bósnia-Herzegovina foi condenado esta quarta-feira a prisão perpétua por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra pela sua responsabilidade no cerco de Sarajevo e pelo massacre de Srebrenica.

O ex-chefe político de 73 anos tinha recorrido da pena de 40 anos de prisão, decretada em 2016, mas o Tribunal Internacional de Haia acabou por agravá-la para prisão perpétua.

Segundo a agência Reuters, o tribunal considerou a primeira pena "demasiado leve" para a gravidade dos crimes que cometeu. Entre os vários crimes pelos quais foi condenado, está o massacre de julho de 1995, no qual mais de oito mil pessoas foram executadas pelas forças sérvias.

A decisão pronunciada esta quarta-feira sobre o destino de Karadzic será das últimas no âmbito das guerras que sucederam à desintegração da Jugoslávia em 1991, após as independências unilaterais da Eslovénia e Croácia.

Ranko Cukovic

Após a morte, no decurso do processo que enfrentava, do antigo presidente sérvio Slobodan Milosevic, o ex-líder político dos sérvios bósnios é o mais alto responsável em julgamento pelo conflito na ex-república jugoslava entre os exércitos muçulmano, sérvio e croata, com um balanço de mais de 100.000 mortos e 2,2 milhões de refugiados.

Karadzic, que denunciou um processo político e negou as principais acusações, recorreu da sentença inicial em primeira instância, que a acusação considerou demasiado clemente.

Na Bósnia, o governo da Republika Srpska (RS, uma das duas entidades semi-autonómas), anulou em 2018 um relatório de 2004 sobre as mortes e criou uma comissão para conduzir um novo inquérito sobre os crimes de guerra.

Em 2017, e numa das suas últimas deliberações, o Tribunal Penal internacional para a ex-Jugoslávia condenou a prisão perpétua por acusações semelhantes o ex-comandante militar dos sérvios bósnios, general Ratko Mladic, que também recorreu da sentença.

Com Lusa

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