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Chamada à oração e dois minutos de silêncio na Nova Zelândia

MARTIN HUNTER / EPA

Cerca de 20 mil pessoas, incluindo a primeira-ministra, reuniram-se em frente à mesquita Al Noor, onde morreram 42 das 50 vítimas.

A Nova Zelândia parou hoje, uma semana após o ataque contra duas mesquitas que causou 50 mortos, para ouvir a chamada à oração islâmica e, em seguida, cumprir dois minutos de silêncio em homenagem às vítimas.

Num dia sem precedentes, a chamada à oração islâmica foi transmitida na rádio e televisão públicas, enquanto milhares de pessoas, incluindo a primeira-ministra, Jacinda Ardern, se reuniram em frente à mesquita Al Noor, onde morreram 42 das 50 vítimas.

"A Nova Zelândia chora com vocês. Somos um", declarou Ardern, um dia depois de ter anunciado a proibição da venda de armas de assalto e semiautomáticas, como as que foram usadas no ataque da passada sexta-feira.

A chamada à oração, feita às 13:30 (00:30 em Lisboa), foi seguida por dois minutos de silêncio.

O imã da mesquita de Al Noor, Gamal Fouda, agradeceu aos neozelandeses todo o apoio:

"Este terrorista procurou destruir a nossa nação com uma ideologia maligna (...) Mas, em vez disso, nós mostramos que a Nova Zelândia é inquebrável. Estamos com o coração partido, mas não estamos destruídos. Estamos vivos. Estamos juntos. Estamos determinados a não deixar ninguém dividir-nos".

Disse o líder religioso, sob os aplausos da multidão, que as autoridades locais estimaram em 20 mil pessoas.

Mais tarde, o funeral de 26 pessoas, incluindo o de Mucaad Ibrabim, de 3 anos, decorreu no mesmo cemitério onde foram já enterradas mais de 12 vítimas dos ataques.

O imã Fahim Imam, nativo de Christchurch, de 33 anos, voltou à cidade para a homenagem. "É simplesmente incrível ver como o país e a comunidade se uniram", disse.

Lusa