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Bolsonaro diz que Brasil não será mais um "paraíso de bandidos"

Presidente do Brasil comentava a confissão do ativista italiano Cesare Battisti, que terá assumido a responsabilidade por quatro assassinatos na década de 1970.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse hoje que o Brasil não voltará a ser um "paraíso de bandidos", comentando a confissão do ativista italiano Cesare Battisti, que terá assumido a responsabilidade por quatro assassinatos na década de 1970.

"Battisti, 'herói' da esquerda, que vivia colônia de férias no Brasil proporcionada e apoiada pelo governo do PT [Notes:Partido dos Trabalhadores] e suas linhas auxiliares (PSOL, PCdoB, MST), confessou pela 1ª vez participação em 4 assassinatos quando integrou o grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo", escreveu o Presidente brasileiro na rede social Twitter.

"Por anos denunciei a proteção dada ao terrorista, aqui tratado como exilado político. Nas eleições, firmei o compromisso de mandá-lo de volta à Itália para que pagasse por seus crimes.

A nova posição do Brasil é um recado ao mundo: não seremos mais o paraíso de bandidos!", acrescentou.O antigo ativista italiano de extrema-esquerda reconheceu a responsabilidade por quatro homicídios, pelos quais foi condenado, mas que nunca assumiu, revelam hoje media italianos, citando fontes judiciais.

Battisti terá assumido todas as acusações contra si e as suas responsabilidades "pelas quatro mortes" de que era acusado, disse o procurador de Milão, Alberto Nobili, citado por meios de comunicação italianos.Battisti, de 64 anos, foi capturado em janeiro deste ano na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra.

Antigo membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, uma ramificação das Brigadas Vermelhas, ele foi condenado a prisão perpétua por quatro homicídios entre 1977 e 1979, que negava ter cometido, mas permaneceu em fuga durante perto de 40 anos.Depois de se ter refugiado em França e no México, instalou-se em 2004 no Brasil, onde viveu até à detenção, em março de 2007.

O Supremo Tribunal do Brasil aceitou a sua extradição em 2009 numa sentença não vinculativa que deixou a decisão nas mãos do então chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que a rejeitou a 31 de dezembro de 2010, no último dia do seu mandato.

Desde então Battisti viveu em liberdade no Brasil, mas em dezembro do ano passado foi de novo ordenada a sua detenção "para fins de extradição", tendo o então Presidente Michel Temer assinado o decreto de extradição a 14 de dezembro de 2018, data a partir da qual o ex-ativista permanecia em fuga.


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