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Funcionários norte-coreanos regressam ao gabinete de ligação com o Sul

Pyongyang tinha anunciado a retirada dos trabalhadores, sem qualquer explicação.

Alguns funcionários norte-coreanos regressaram hoje ao gabinete de ligação com o Sul, dias depois de Pyongyang ter anunciado a retirada destes trabalhadores, na sequência do fracasso da cimeira de Hanói, anunciou o Governo sul-coreano.

O gabinete de ligação na cidade fronteiriça de Kaesong, na Coreia do Norte, abriu em setembro como parte da reaproximação dos dois países. Mas, na semana passada, Pyongyang decidiu retirar unilateralmente os funcionários, sem qualquer explicação.

"O Sul e o Norte realizaram esta manhã consultas no gabinete de ligação, que irá continuar a funcionar como de costume", indicou, em comunicado, o Ministério da Unificação sul-coreano.

Pyongyang não explicou os motivos para a retirada ou para o regresso dos funcionários, de acordo com a mesma nota.

Após dois anos de alta tensão, motivada pelos programas nucleares e balísticos de Pyongyang, o ano de 2018 ficou marcado por uma clima de reconciliação entre os dois países.

Eleito em 2017 com a promessa de relançar o diálogo, o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, intensificou os esforços para traduzir este desanuviamento em iniciativas concretas. A abertura do gabinete de ligação foi uma delas.

Contudo, a incapacidade do Presidente dos EUA, Donald Trump, e do líder norte-coreano, Kim Jong-un, de progredirem nas discussões sobre a desnuclearização e o levantamento de sanções, na cimeira de Hanói, no final de fevereiro, suscitou dúvidas quanto à sustentabilidade da aproximação entre as duas Coreias.

A Guerra da Coreia (1950-53), que teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz, pelo que os dois tecnicamente ainda estão em guerra.

Lusa

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