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Sondagens em Espanha indicam vitória do PSOE mas com dificuldade para governar

Juan Medina

Se este cenário de grande fragmentação se confirmar, será muito difícil encontrar uma solução para o atual impasse político no país.

Várias sondagens publicadas hoje e domingo em Espanha indicam que os socialistas do PSOE ganhariam as eleições legislativas de 28 de abril, mas teriam muita dificuldade em conseguir os apoios necessários para Governar.

A intenção de voto dos espanhóis neste momento também mostra que o bloco de partidos de direita -- PP (Partido Popular, direita), Cidadãos (direita liberal) e Vox (extrema-direita) - não consegue reunir os votos suficientes para ser alternativa ao atual executivo minoritário socialista.

Segundo as sondagens publicadas domingo e hoje no El País, ABC, La Voz de Galicia e El Confidencial, o PSOE conseguiria ter entre 26,9 e 30,9% dos votos e o PP 18,9 a 21,9%, seguidos pelo Cidadãos com 13,1 a 17,7%, os Unidos Podemos (extrema-esquerda) 11,3 a 13,4 e o Vox 10,2 a 13,9%


Para governar, o PSOE teria de repetir o atual pacto instável com o Unidos Podemos, os nacionalistas bascos e os independentistas catalães; ou aliar-se com o Cidadãos, que já recusou qualquer aliança pós-eleitoral com os socialistas.


Se este cenário de grande fragmentação política se confirmar nas eleições gerais de 28 de abril, será muito difícil encontrar uma solução para o atual impasse político no país.


Nas eleições de 2016 para o atual parlamento (Congresso dos Deputados), o PP obteve 33,0 dos votos, o PSOE 22,7%, o Unidos Podemos 21,1 %, o Cidadãos 13,1% e o Vox 0,2%.


O primeiro-ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, convocou eleições legislativas antecipadas para 28 de abril, as terceiras em menos de quatro anos, depois de o parlamento ter chumbado a 13 de fevereiro último o seu projeto de Orçamento para 2019.


Pedro Sánchez justificou a sua decisão porque "entre não fazer nada", continuando a governar com o orçamento do chefe do Governo anterior, Mariano Rajoy, do Partido Popular (PP, direita), e "dar a palavra aos espanhóis", prefere a segunda opção.


A queda do Governo deveu-se principalmente à falta de apoio dos partidos independentistas catalães na aprovação do orçamento para 2019, depois de terem ajudado em junho do ano passado o PSOE a chegar ao poder.

Lusa

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