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Estaremos prestes a ver a primeira imagem de um buraco negro?

Ilustração da NASA de um buraco negro.

NASA

Acompanhe a revelação em direto esta quarta-feira.

Esta quarta-feira, pelas 14:00, cientistas podem revelar aquela que será a primeira imagem de um buraco negro. O teste observacional resulta do projeto Telescópio Event Horizon (EHT).

À mesma hora da revelação serão realizadas seis conferências de imprensa em simultâneo em todo o mundo, que pode acompanhar em direto no vídeo abaixo. Bélgica, Chile, Xangai, Japão, Taipé e Estados Unidos são o palco escolhido.

O buraco negro no centro da Via Láctea

O Sagitário A, que os cientistas procuram “fotografar”, é um buraco negro supermassivo que se encontra no coração da Via Láctea. Possui quatro milhões de vezes a massa do Sol e encontra-se a cerca de 26.000 anos-luz da Terra.

Caso a operação seja bem-sucedida, será possível observar uma sombra em forma circular rodeada por um anel "brilhante”. A imagem vai colocar à prova a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, um dos pilares da física que explica as leis da gravidade.

“Como os buracos negros são os ambientes gravitacionais mais extremos do universo, são o melhor para testar as teorias da gravidade. (...) Se a Teoria da Relatividade Geral se sustentar, os cientistas esperam que o buraco negro tenha uma sombra particular e, assim, dê forma ao anel; se a teoria da gravidade de Einstein falhar, mostrará uma sombra diferente”, explica a cientista Lia Medeiros citada pela revista ScienceNews.

Um dos maiores mistérios do Universo

A existência de buracos negros é prevista nas teorias da gravidade de Newton e Einstein. São objetos ou regiões do espaço com uma elevada massa e um poderoso campo magnético, absorvendo qualquer partícula que passe perto deles, incluindo a luz, razão pela qual receberam este nome.

A parceria internacional, formada em 2012 com a colaboração de mais de 200 pessoas, poderá dar frutos esta quarta-feira. No comunicado divulgado pela Representação da Comissão Europeia em Portugal é dito que “o resultado a ser apresentado é inédito e contribuirá de forma profunda para a Ciência”.