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Polícia de Londres deteve um total de 831 pessoas implicadas nos protestos pelo clima

Simon Dawson/ Reuters

As manifestações conhecidos como "Rebelião contra a Extinção" começaram na segunda-feira.

A polícia londrina deteve até ao início da tarde de hoje 831 pessoas por alegada implicação nos protestos pelo clima, promovidos pelos ecologistas "Rebelião contra a Extinção" desde a última semana, na capital inglesa.


Em nota à imprensa, a Scotland Yard revelou que foram já formalmente acusados 42 dos detidos, que protestaram nas principais artérias do centro de Londres contra a inação do Governo face às alterações climáticas.


A polícia metropolitana disse indicou que as estradas de Oxford Circus e Piccadilly Circus, que estavam bloqueadas pelos manifestantes, foram reabertas.


A atriz Emma Thompson e o grupo musical Crystal Fighters participaram nas ações de protesto, que se estenderam ao aeroporto de Heathrow, onde uma vintena de pessoas, muitas crianças, colocaram-se no acesso aos terminais 2 e 3.


Na quinta-feira, três ecologistas foram acusados de terem bloqueado o acesso a uma estação de comboios na capital inglesa.


Os protestos conhecidos como "Rebelião contra a Extinção" começaram na segunda-feira e paralisaram, em alguns momentos, algumas zonas de Londres, com manifestações pacíficas na Ponte de Waterloo, Oxford Circus e outros locais emblemáticos.


Os manifestantes voltaram à rua no sábado, apelando ao governo britânico para que eleja o combate às alterações climáticas como a sua principal prioridade.


A polícia londrina abordou os manifestantes de forma cautelosa, em vez de recorrer ao uso de força, afirmando que respeita o direito aos protestos pacíficos.


Mesmo assim, foram obrigados a requisitar 200 agentes adicionais às forças vizinhas para controlar a situação e vários polícias tiveram de cancelar as suas folgas.


"Rebelião contra a Extinção", que admitiu já estender os protestos por duas semanas, pretende que o Governo de Theresa May declare o estado de emergência climática e ecológica, reduza as emissões de CO2 a zero até 2025 e crie um grupo de trabalho para abordar o aquecimento global.

Lusa