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Procuradoria de Nova Iorque abre investigação contra Facebook

Dado Ruvic

Em causa está o alegado acesso a "centenas de milhões" de contas de correio eletrónico de maneira imprópria para enviar publicidade personalizada dentro da rede social.

A procuradoria-geral de Nova Iorque anunciou a abertura de uma investigação contra o Facebook pelo acesso, sem permissão, de contactos de agendas de 1,5 milhões de utilizadores da rede social, para pedir a confirmação do seu correio eletrónico.

Segundo um comunicado, enviado na quinta-feira, a procuradoria-geral adianta que abre este processo porque o Facebook terá tido acesso desta maneira a "centenas de milhões" de contas de correio eletrónico de maneira imprópria para enviar publicidade personalizada dentro da rede social.

Ao registarem-se, os novos utilizadores recebem uma mensagem de confirmação para certificar que essa morada eletrónica é deles.

Segundo a procuradoria, neste procedimento alguns dos utilizadores tiveram de ceder a contra-senha, o que permitiu à rede social fundada por Mark Zuckerberg aceder às suas agendas e utilizar os seus contactos.

Entretanto, também na quinta-feira o Canadá denunciou que a rede social nega cumprir as leis sobre privacidade e a assumir "a responsabilidade de proteger" a informação dos canadianos, depois de uma investigação que concluiu que a rede social "cometeu graves infrações".

O Facebook "nega-se a implementar as recomendações para responder a deficiências", disse hoje o gabinete da comissão de privacidade do Canadá, um organismo dependente do parlamento numa informação sobre o escândalao da Cambrigde Analytica.

Por sua vez, a comissão de proteção de dados irlandesa (IDPC, em inglês) anunciou que deu início a uma investigação sobre a falha de segurança do Facebook, tendo deixado a descoberto 600 milhões de contra-senhas de utilizadores.

A rede social tinha confirmado em março que dezenas de milhares de empregados tinham tido acesso a contra-senhas de 600 milhões de clientes sem encriptar e que, por isso, poderiam ser facilmente lidas.

A IPDC, que tem competências para analisar este caso porque o Facebook tem a sua base de operações europeia em Dublin, iniciou uma investigação para determinar se a rede social violou a regulação da União Europeia em matéria de proteção de dados (RGPD).

Entretanto, na quarta-feira, o Facebook surpreendeu o mercado durante a apresentação dos seus resultados financeiros quando anunciou que está preparado para receber uma sanção de entre 3.000 e 5.000 milhões de dólares (2.680 e 4.467 milhões de euros, à taxa de câmbio atual] por parte dos reguladores nos Estados Unidos.

Lusa

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