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Coreia do Norte nega a existência de campos de prisioneiros políticos no país

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chega à estação de comboio em Dong Dang, no Vietname.

Athit Perawongmetha

Países das Nações Unidas estão preocupados com situação de direitos humanos.

A Coreia do Norte negou esta quinta-feira a existência de campos de prisioneiros políticos no seu país, durante um debate nas Nações Unidas sobre os direitos humanos no seu país.

A delegação norte-coreana tem enfrentado críticas, principalmente dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, durante a revisão periódica universal da República Democrática Popular da Coreia - nome oficial da Coreia do Norte - perante o Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

Todos os países membros das Nações Unidas devem submeter-se a esta revisão a cada cinco anos.

A acusação mais violenta veio do norte-americano Mark Cassayre, que considerou que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é "deplorável e não tem equivalente no mundo moderno".

Mark Cassayre pediu a Pyongyang que "desmantelasse imediatamente todos os campos de prisioneiros políticos" e libertasse "todos os presos políticos".

"Continuamos profundamente preocupados com os 80.000 a 120.000 pessoas mantidas em condições deploráveis em campos de prisioneiros políticos, incluindo milhares de pessoas presas simplesmente por possuírem um texto religioso ou terem entrado em contacto com membros de uma igreja ", acrescentou.

Em resposta, um membro Coreia do Norte, Pak Kwang Ho, negou categoricamente a existência desses campos.

"Não há presos políticos, nem campos de prisioneiros políticos no vocabulário do direito penal e no código de processo penal da Coreia do Norte", disse.

A representante britânica em Genebra, Miriam Shearman, pediu a Pyongyang que "tome medidas imediatas para acabar com a prática de trabalho forçado".

Pak Kwang Ho respondeu que as tarefas impostas aos detidos em "institutos de reforma não são trabalhos forçados", referindo que os prisioneiros trabalham oito horas por dia como qualquer cidadão e têm direito a descansar aos domingos e feriados.

Em 2014, uma comissão de inquérito da ONU concluiu que "foram cometidos crimes contra a Humanidade" na Coreia do Norte, mas a questão dos direitos humanos tem sido deixada de lado no processo de conversações entre Pyongyang, Estados Unidos e Coreia do Sul desde o ano passado.

Lusa

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