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Trump não tem pressa em fazer um novo acordo comercial com a China

Jonathan Ernst

Para o Presidente norte-americano as tarifas atuais são muito benéficas para os EUA.

O Presidente dos EUA disse hoje não ter pressa num acordo comercial com a China, porque já entraram em efeito tarifas de 25% sobre 200 mil milhões de importações chinesas, benéficas para os cofres do Estado norte-americano.

No início do segundo dia de mais uma ronda de negociações para um acordo comercial entre a China e os EUA, Donald Trump disse na sua conta pessoal da rede social Twitter que as receitas fiscais obtidas pelas novas tarifas às importações chinesas são mais proveitosas do que o melhor tratado que possa vir a ser assinado.

"As tarifas vão trazer muito mais riqueza para o nosso país do que o fantástico acordo da forma tradicional", escreveu Donald Trump no Twitter.

O Presidente norte-americano refere-se às receitas de 25% que a partir de hoje são aplicadas a cerca de 200 mil milhões de euros de importações de produtos chineses.

Trump escreveu ainda que estão a ser preparadas medidas para aplicar novas tarifas também de 25% aos restantes cerca de 300 mil milhões de euros de outros produtos importados.

Para Trump, o impasse nas negociações entre os dois países é mais danoso para a China do que para os EUA.

"Os Estados Unidos apenas vendem à China cerca de 100 mil milhões de bens e produtos", explica Trump, dizendo que, com as receitas fiscais obtidas pelas novas tarifas será possível ao governo comprar mais produtos aos agricultores norte-americanos e fazer ajuda humanitária.

"Com mais de 100 mil milhões de dólares (cerca de 90 mil milhões de euros) em tarifas que recebemos, compraremos produtos agrícolas aos nossos agricultores, em maior quantidade do que a China alguma vez fez, e enviaremos para os países pobres e com fome na forma de ajuda humanitária", escreveu o Presidente.

Na versão de Donald Trump, esta situação de aumento de tarifas será melhor do que qualquer acordo comercial tradicional e é "mais rápida e fácil de conseguir".

Trump diz que os agricultores norte-americanos ficarão melhor sem um acordo comercial com a China.

Ainda assim, Trump diz que continuará a negociar com os chineses e que espera que eles não tentem renegociar o que já estava acordado.

A guerra comercial entre os EUA e a China dura há cerca de dois anos e hoje inicia-se em Washington o segundo dia de mais uma ronda de negociações.

No domingo, através da sua conta pessoal na rede social digital Twitter, Trump disse que a China estava a regredir nas negociações.

"O acordo comercial com a China continua, mas muito devagar", queixou-se o Presidente norte-americano, para de seguida anunciar novas tarifas a importações chinesas, para serem aplicadas a partir de hoje.

Lusa