As bebidas energéticas estimulam o metabolismo, fornecem energia e, por isso, têm-se tornado cada vez mais populares junto dos consumidores. Mas que efeitos podem ter no organismo?
Um estudo publicado esta quarta-feira no Journal of American Heart Association conclui que as bebidas energéticas alteram a atividade cardiovascular e aumentam a pressão arterial.
Sachin Shah, coordenador do estudo, defende que as alterações do batimento cardíaco podem, geralmente, ser "consideradas leves". No entanto, alerta para o aumento do risco do consumo por pessoas com problemas cardíacos, que pode resultar numa arritmia fatal ou em batimentos cardíacos irregulares.
Em declarações à CNN, acrescentou ainda que, ao contrário dos medicamentos, os suplementos e alguns produtos utilizados na produção deste tipo de bebida não passam por testes de segurança.
Também a Organização Mundial de Saúde alertou para as substâncias das bebidas energéticas que ainda não foram estudadas em profundidade. Num estudo, apontam as alterações cardiovasculares, convulsões, vómitos e até a morte por falência cardíaca como possíveis efeitos do consumo.
Num estudo de 2017, a Sociedade Portuguesa de Pediatria concluiu que os jovens portugueses bebem demasiadas bebidas energéticas, apesar dos riscos.
Entre os vários efeitos adversos apontados nesta investigação estão a taquicardia, agitação, cefaleia, insónia, desidratação, tonturas, ansiedade, irritabilidade, tremores, aumento da tensão arterial e distúrbios gastrointestinais.
As bebidas energéticas pertencem a um grupo de bebidas não alcoólicas com um elevado teor de cafeína e às quais são adicionadas outras substâncias, nomeadamente hidratos de carbono (glucoronolactona, dextrose, sacarose), aminoácidos (taurina), vitaminas (B riboflavina, piridoxina, L-carnitina) e extratos de plantas (ginseng, guaraná).

