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Fotografias de pessoas seminuas em Chernobyl estão a gerar onda de críticas

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Produtor da série da HBO sobre o desastre nuclear é um dos críticos.

O produtor da aclamada série da HBO "Chernobyl" pediu aos visitantes do local da central nuclear para mostrarem respeito, depois de várias imagens impróprias terem sido publicadas nas redes sociais.

"É maravilhoso que #ChernobylHBO tenha inspirado uma onda de turismo à Zona de Exclusão. Mas sim, eu tenho visto as fotografias que andam a circular", escreveu esta terça-feira Craig Mazin, no Twitter.

"Se visitarem, por favor lembrem-se da tragédia terrível que aconteceu no local. Comportem-se com respeito por todos aqueles que sofreram e tiveram de fazer sacríficos."

A minissérie de cinco episódios, que terminou esta segunda-feira nos Estados Unidos, conta a história dos erros e da má gestão que levaram ao acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, o pior desastre nuclear da história.

Segundo a CNN, o sucesso da série levou ao aumento do número de visitantes na Zona de Exclusão, com alguns a publicar imagens deles próprios à frente de edifícios destruídos ou de veículos deixados para trás por pessoas que tiveram de fugir.

Uma internauta publicou mesmo uma imagem seminua, que gerou muitas críticas nas redes sociais.

Apesar de ser permitido visitar Chernobyl com um guia turístico, não existe qualquer diretriz oficial da Ucrânia que permita o turismo no local.

A 26 de abril de 1986, um reator da Central Nuclear de Chernobyl explodiu, o que obrigou à evacuação de uma grande área à volta. Pelo menos 31 pessoas morreram como consequência direta da explosão. No entanto, milhões de pessoas foram expostas a níveis perigosos de radiação.

O número de mortos por causa da exposição à radiação não é certo. As Nações Unidas preveem até 9 mil mortes causadas por cancro, em 2005. Já a Greenpeace estima que pelo menos 200 mil pessoas morreram por problemas de saúde relacionados com o desastre nuclear.

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