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John Bolton avisa Irão que não deve confundir "prudência com fraqueza"

TSAFRIR ABAYOV / POOL

O conselheiro de segurança nacional de Trump garante que as forças norte-americanas estão "prontas a agir".

John Bolton, conselheiro de segurança nacional do Presidente norte-americano, pediu hoje ao Irão para "não confundir prudência com fraqueza", dois dias após a desistência, à última hora, de um ataque de retaliação dos Estados Unidos contra alvos iranianos.


"Nem o Irão nem qualquer outro ator hostil devem confundir prudência e contenção da parte dos Estados Unidos com fraqueza", avisou Bolton, antes de um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

"As nossas forças armadas estão prontas a atuar", acrescentou, no dia seguinte ao anúncio de Trump de "novas grandes sanções" contra o Irão.

No sábado, Donald Trump, admitiu estar ainda a ponderar uma ação militar contra o Irão, depois de ter anunciado um ataque e de o ter cancelado de seguida.

" [O uso da força] está sempre em cima da mesa, até resolvermos isto", avisou, citado pela agência americana AP.

Na quinta-feira, depois da confirmação de que o Irão tinha abatido um drone americano -- que, segundo Teerão, violou o espaço aéreo nacional, mas, de acordo com Washington, estava em espaço aéreo internacional --, Donald Trump anunciou, como retaliação, um ataque contra três locais no Irão.

Porém, o ataque foi abortado, à última hora, segundo Trump para evitar um elevado número de mortos.

"Não quero matar 150 iranianos. Não quero matar 150 pessoas de sítio nenhum, a não ser que seja absolutamente necessário", disse aos jornalistas, à saída da Casa Branca para um fim de semana na residência presidencial de Camp David.

Trump considera que o abate do drone foi "provavelmente intencional", mas, ao mesmo tempo, considerou "sábia" a decisão anunciada por Teerão de não abater um avião militar americano com 38 pessoas a bordo, que terá violado o espaço aéreo iraniano na mesma altura.

O clima de tensão entre o Irão e os Estados Unidos dura há bastante tempo, mas a crispação tem aumentado desde que Donald Trump retirou os Estados Unidos, há um ano, do acordo nuclear internacional assinado, em 2015, entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança -- Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China (mais a Alemanha) -- e o Irão, restaurando sanções devastadoras para a economia iraniana.

Na sexta-feira, os Estados Unidos pediram a realização de uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para falar sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com o Irão, o que deverá acontecer na segunda-feira.

Lusa