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Ministro da Justiça britânico demite-se após eleição de Boris Johnson

WILL OLIVER

A secretária de Estado da Educação, e o secretário de Estado britânico para a Europa e Américas também se demitiram.

O ministro da Justiça britânico, David Gauke, anunciou hoje a sua demissão após ser conhecida a eleição de Boris Johnson para a liderança dos conservadores e a sua designação como primeiro-ministro do Reino Unido, sucedendo a Theresa May.

O político, da ala pró-europeia dos "tories" tinha anunciado no domingo a intenção de abandonar o cargo caso o ex-presidente da câmara de Londres derrotasse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, na consulta aos militantes do Partido Conservador, devido à sua posição sobre o Brexit.

Numa mensagem na rede social Twitter, Gauke considerou "uma honra" ser membro de um executivo liderado por Theresa May e acrescentou que espera continuar a servir a população da sua circunscrição eleitoral, South West Hertfordshire, desde a bancada conservadora na Câmara dos Comuns.

Pouco antes de ser conhecido o vencedor, cerca do meio-dia, a secretária de Estado da Educação, Anne Milton, também anunciou a demissão, pela sua "grande preocupação" face a um Brexit sem acordo, uma opção admitida por Boris Johnson.

Pelo mesmo motivo, o secretário de Estado britânico para a Europa e Américas, Alan Duncan, um persistente crítico de Johnson, apresentou a sua renúncia na segunda-feira.

O ministro da Economia, Philip Hammond, assinalou no domingo a sua intenção de deixar o seu cargo caso Johnson fosse declarado vencedor, mas até ao momento não formalizou a demissão.

Boris Johnson foi declarado vencedor da eleição para a liderança do Partido Conservador com 92.153 votos (cerca de 66%), enquanto o Jeremy Hunt, reuniu 46.656 votos. A taxa de participação ultrapassou os 80%.

No entanto, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros não parece ter a intenção de abandonar o seu posto.

Jeremy Hunt felicitou o seu opositor pela vitória através das redes sociais e manifestou a esperança que seja um primeiro-ministro "genial" para o país num "momento crítico".

Lusa