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Justiça norte-americana vai pedir pena de morte para atirador de El Paso

Jose Luis Gonzalez

Um homem armado com uma espingarda disparou, no sábado, sobre uma multidão de cerca de 3.000 pessoas num centro comercial

FBI HANDOUT

As autoridades do Texas anunciaram hoje que vão pedir pena de morte para o atirador que sábado abriu fogo num centro comercial em El Paso, causando 20 mortos e mais de duas dezenas de feridos.


"A pena máxima no Estado é a pena de morte e ele incorre na pena de morte. Vamos requerer a pena de morte", disse o procurador de El Paso, Jaime Esparza.


O procurador, que falava em conferência de imprensa, adiantou que o caso está a ser tratado como "terrorismo doméstico" e "delito de ódio".


Anteriormente, as autoridades norte-americanas tinham anunciado estar a investigar uma possível ligação do suspeito com um manifesto publicado 'online' criticando "a invasão hispânica do Texas".

Tiroteio no Texas é o 8.º pior massacre dos últimos 70 anos nos EUA


Um homem armado com uma espingarda disparou, no sábado, sobre uma multidão de cerca de 3.000 pessoas num centro comercial em El Paso, matando 20 pessoas e ferindo outras 26, segundo dados da polícia.


O suspeito foi identificado como sendo Patrick Crusius, um caucasiano de 21 anos.


Horas depois do tiroteio em El Paso, pelo menos 10 pessoas morreram e 16 ficaram feridas num segundo tiroteio, desta vez na cidade norte-americana de Dayton, no Estado de Ohio, de que resultou a morte do próprio atirador, entretanto identificado como Connor Betts, na casa dos 20 anos.


Na sequência dos tiroteios, o governador do Estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, exigiu ao Governo Federal que reforme a legislação sobre o controlo das armas de fogo.


"O nosso país está a ser atacado por dentro e continuar a ignorar o que está a acontecer à nossa volta só levará a mais matanças e tragédia", afirmou Cuomo em comunicado.


"Lamento que vivam num país com um Governo que permite que isto aconteça sem fazer nada", disse o governador, que no sábado tinha já criticado o Presidente Donald Trump pelo seu apoio à associação norte-americana de defesa das armas, a National Rifle Association.


Cuomo reiterou o apoio de Nova Iorque às leis de controlo de armas e manifestou-se contra a "intolerância e a retórica de ódio que alimenta estes ataques".


Entretanto, Donald Trump deu hoje ordens para que as bandeiras nos edifícios oficiais sejam hasteadas a meio mastro até ao próximo dia 08 para homenagear as 29 vítimas dos dois tiroteios, anunciou a Casa Branca.

Lusa

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