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Tropas israelitas realizam buscas na Cisjordânia após assassínio de soldado

Mahmoud Illean/ AP

O soldado foi identificado como Dvir Sorek, 19 anos, do colonato de Ofra, a norte de Jerusalém.

Tropas israelitas estão hoje a realizar buscas numa localidade da Cisjordânia, horas depois de ter sido encontrado o corpo esfaqueado de um jovem soldado, um ataque que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, qualificou de "terrorista".


Os militares disseram que vão enviar reforços para o local e o assassínio ameaça inflamar a tensão entre israelitas e palestinianos a um mês das eleições legislativas em Israel.


Os aliados nacionalistas de Netanyahu já pediram uma resposta pesada e a construção de mais colonatos na Cisjordânia ocupada.


O soldado foi identificado como Dvir Sorek, 19 anos, do colonato de Ofra, a norte de Jerusalém. Era estudante num seminário com um programa que combina o estudo religioso e o serviço militar, precisou o diretor da sua escola. Sorek não estava fardado nem armado quando foi morto, segundo o exército israelita.


O corpo foi encontrado perto do colonato de Migdal Oz no setor de Gush Etzion, entre as cidades de Belém e Hebron, palco frequente de confrontos entre palestinianos e a polícia israelita.


O porta-voz do exército, tenente-coronel Jonathan Conricus, disse que os militares estavam a investigar as circunstâncias da morte e a procurar suspeitos.


"Hoje um dos nossos melhores filhos caiu (...) Estes terroristas tortuosos vêm destruir enquanto nós estamos aqui para construir", declarou Netanyahu no colonato de Beit El, onde se deslocou para a inauguração de 650 habitações.

Num comunicado, o grupo armado palestiniano Jihad Islâmica saudou, sem reivindicar, o assassínio do soldado israelita, que considerou uma resposta "legítima" à colonização da Cisjordânia.


A expansão dos colonatos, onde vivem mais de 600.000 israelitas ao lado de três milhões de palestinianos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, "não tem valor legal e constitui uma violação flagrante do direito internacional", recordou esta semana o representante da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Nickolay Mladenov.


Esta semana, as autoridades israelitas já aprovaram a construção de mais de 2.300 habitações na Cisjordânia e legalizaram três colonatos que não eram reconhecidos oficialmente pelo Estado hebreu.


Embora a colonização tenha ocorrido sob todos os governos israelitas desde que a Cisjordânia e Jerusalém Oriental foram ocupados em 1967, o processo acelerou nos últimos anos com a liderança de Benjamin Netanyahu e do seu aliado em Washington, o presidente Donald Trump.

Lusa