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13 milhões de venezuelanos assinam manifesto para levar a Guterres contra bloqueio dos EUA

Tomas Bravo

Venezuelanos marcharam gritando frases como "Trump tira as mãos da Venezuela".

Mais de treze milhões de venezuelanos assinaram este sábado um manifesto que será levado ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, contra as sanções e o bloqueio dos Estados Unidos contra o país.

"Temos mais de 13 milhões de assinaturas, apenas na pátria venezuelana", disse o ministro venezuelano da Comunicação e Informação.

Jorge Rodríguez falava aos jornalistas, em Caracas, no âmbito da primeira jornada mundial de protesto contra o Presidente dos EUA, Donald Trump, que juntou milhares de venezuelanos em várias regiões do país, principalmente em Caracas, Miranda, Lara, Portuguesa, Sucre e Mérida.

Vestidos de vermelho (a cor da revolução), os venezuelanos marcharam gritando frases como "Trump tira as mãos da Venezuela" e exibiram cartazes com mensagens como "Não Mais Trump" e "Trump, desbloqueia a Venezuela".

O manifesto tem como propósito exigir o fim do bloqueio por parte dos Estados Unidos e "respeito pela soberania" da Venezuela, e será levado nos próximos dias à ONU, porque, segundo o ministro, a Venezuela tem direito a um futuro, ao respeito à sua autodeterminação e a construir o seu próprio modelo económico, político, social e cultural.

"Vamos dizer ao sistema (da ONU) que a Venezuela está de pé, é independente e é soberana", frisou.

Em 05 de agosto, os Estados Unidos anunciaram o congelamento de todos os ativos do Governo venezuelano, uma decisão anunciada pela Casa Branca e que traduz uma escalada das tensões com o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A proibição aos norte-americanos de efetuarem quaisquer negócios com o Governo da Venezuela também entrou em vigor imediatamente.

Segundo o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, a decisão de Washington "põe em risco os processos petrolíferos da Venezuela", ao dificultar "a importação de partes e peças" e a obtenção de diluentes e o transporte internacional.

No entanto, Jorge Arreaza garantiu que a Venezuela continuará firme na construção de novos caminhos alternativos.

"Perante estes ataques já estamos preparados. Criámos caminhos alternativos porque não cederemos perante nenhuma situação", assegurou.

Por outro lado, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou para hoje uma jornada mundial de protesto contra a decisão dos Estados Unidos de congelar todos os ativos do Governo venezuelano em território norte-americano.

Em 2017, a Venezuela tinha 31,98 milhões de habitantes. Pelo menos quatro milhões de venezuelanos abandonaram o país desde 2005, fugindo da crise política, económica e social.

Lusa

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