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Kim Jong-un rejeita voltar a discutir o acordo de paz com a Coreia do Sul

KCNA KCNA

Foi a reação de Pyongyang ao discurso do Presidente da Coreia do Sul que admitiu estar disposto a reunificar as Coreias em 2045.

A declaração foi feita durante celebração dos 74 anos do fim do domínio japonês na Coreia. Kim Jong-un não gostou de ouvir as palavras do Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in e já fez saber que não volta a sentar-se na mesma mesa, para conversações de paz, com o país vizinho.

Presidente sul-coreano declarou estar disposto a reunificar as Coreias em 2045, altura em que comemoram os 100 anos do fim do domínio japonês.

Moon Jae-in falou ainda dos efeitos económicos que poderiam resultar da reunificação.

Em resposta, Kim Jong-un anunciou rejeitar voltar a discutir o acordo de paz com a Coreia do Sul.

Esta sexta-feira, a Coreia do Norte lançou dois "projéteis não identificados" que caíram no Mar do Japão, o sexto lançamento desde o final de julho, anunciaram as autoridades da Coreia do Sul.

De acordo com Seul, os projéteis foram disparados perto de Tongchon, uma cidade na província de Kangwon, na Coreia do Sul, e caíram no mar oriental, também chamado de Mar do Japão.

"O exército está a observar a situação no caso de outros lançamentos", acrescentaram as autoridades sul-coreanas.

Este é o sexto lançamento deste tipo desde o final de julho.

O quinto lançamento foi mesmo supervisionado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un.

A Comissão para a Reunificação do Pacífico, uma instituição do poder norte-coreano, tinha criticado, horas antes do ensaio de hoje, declarações do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, feitas na quinta-feira.

No seu discurso por ocasião do aniversário da libertação da Coreia da ocupação japonesa (1910-1945), Moon Jae-in, afirmou que o seu objetivo consiste em alcançar a paz e a unificação até 2045", embora o seu mandato termine em 2022.

A Coreia do Norte acusou Seul de ser responsável pelo atual congelamento das negociações entre os dois países e pela não implementação da "declaração histórica da Panmunjom".

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