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União Europeia condena planos de anexação de Israel

Oded Balilty

Bruxelas diz que anexar uma parte estratégica da Cisjordânia compromete a paz na região

O Primeiro-ministro israelita com a Alta Representante da Política Externa da UE, Federica Mogherini.

O Primeiro-ministro israelita com a Alta Representante da Política Externa da UE, Federica Mogherini.

Francois Lenoir

"A política de construção e expansão de colonatos, incluindo em Jerusalém Oriental, é ilegal à luz do direito internacional e as medidas tomadas neste contexto comprometem a viabilidade da solução que prevê dois Estados e as perspetivas de uma paz durável", disse à AFP um porta-voz da União Europeia (UE).


Netanyahu prometeu na terça-feira anexar uma parte da Cisjordânia ocupada se for reeleito nas legislativas de 17 de setembro, depois de nas eleições de abril ter prometido anexar alguns colonatos.

"Anuncio a minha intenção de aplicar, num futuro governo, a soberania de Israel sobre o vale do Jordão e a parte norte do mar Morto", declarou Netanyahu durante uma conferência de imprensa em Ramat Gan, perto de Telavive.

O vale do Jordão representa cerca de 30% da Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel desde 1967.

O anúncio de Netanyahu ocorre a exatamente uma semana da votação num escrutínio que se prevê muito disputado.

Segundo as sondagens, Netanyahu, que faz campanha à direita e tenta atrair os colonos favoráveis à anexação da Cisjordânia, está praticamente lado a lado com o seu rival do partido centrista Azul e Branco, o antigo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Benny Gantz.

O chefe do governo israelita disse que o plano de paz com os palestinianos preparado pelos Estados Unidos será apresentado dias depois da votação e pediu ao eleitorado israelita o seu apoio para liderar negociações onde procurará anexar colonatos na Cisjordânia ocupada.

Este plano será "uma oportunidade histórica e única para aplicar a nossa soberania aos nossos colonatos na Judeia e Samaria (como Israel designa a Cisjordânia) e em outros lugares essenciais para a nossa segurança, o nosso património e o nosso futuro", adiantou Netanyahu diante de bandeiras israelitas.

Com Lusa

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