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Suspeito da morte de Marielle publica fotografia ao lado de Bolsonaro nas redes sociais

Imagem Instagram

Investigação, no entanto, não faz nenhuma ligação entre o Presidente do Brasil e o suspeito.

Josinaldo Lucas Freitas, ou Djaca, professor de artes marciais, foi detido esta quinta-feira no Rio de Janeiro, suspeito de envolvimento na morte de Marielle Franco. É acusado de ter lançado ao mar as armas usadas no homicídio da vereadora e do motorista. Mas o que está a causar polémica no Brasil é o facto de o suspeito da morte de Marielle publicar, nas redes sociais, fotografias ao lado de Jair Boslonaro.

Esta não é, no entanto, a primeira vez que Djaca publica fotografias ao lado de políticos. De acordo com a revista Veja, que teve acesso às imagens em julho deste ano, em duas, o suspeito está ao lado do Presidente Jair Bosonaro.

A revista explica que optou por não publicar as fotografias porque ainda decorriam as investigações que envolviam o professor de artes marciais.

Imagem Facebook

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O advogado do suspeito argumenta que o professor de artes marciais é uma pessoa pública pelo que é normal que tenha “fotografias com todo mundo".

Fotografia com Bolsonaro

Numa das imagens aparece uma data, 28 de outubro de 2018, dia da segunda volta das presidenciais do Brasil.

Não existe, no entanto, ressalva a publicação, qualquer indicação de que a fotografia tenha sido tirada naquele dia.

Pode ter sido publicada apenas para comemorar a vitória de Bolsonaro. Nesta imagem há um "like" de Marcio Mantovano, também preso no âmbito da operação desta quinta-feira.

Instagram

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Djaca tem ainda fotografias ao lado do vereador Marcello Siciliano, também investigado no caso Marielle. Na legenda pode ler-se que se trata do "melhor vereador que já apoiara".

Noutra, captada na Câmara Municipal do Rio, Djaca está ao lado ao vereador Carlos Bolsonaro.

Quem é Djaca

É professor de artes marciais. Vive e dá aulas na região de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste do Rio, uma localidade conhecida por ter favelas dominadas por milicianos, como descreve a revista Veja.

Nas redes sociais Djaca já publicou panfletos a fazer promover um serviço de transporte de passageiros apelidado de "Uber da milícia".

Operação Marielle Franco

Três outros foram detidos nesta operação, incluindo a mulher de Ronnie Lessa um antigo capitão das forças especiais da polícia e alegadamente líder de um gang de assassinos contratados.

É acusado de disparar os tiros fatais que mataram Marielle e o motorista. Aguarda julgamento em uma prisão federal.

Ao todo foram detidas cinco pessoas, acusadas de envolvimento no homicídio da vereadora Marielle Franco, do PSOL e do motorista, Anderson Gomes. A operação contou com apoio do Ministério Público. O que falta apurar é quem deu a ordem para matar.

A amnistia Internacional, que acompanha este caso desde o primeiro dia está preocupada com "o atraso na descoberta dos autores intelectuais do crime".