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Descoberta premiada com o Nobel da Medicina fundamental para o combate à anemia e ao cancro

O prémio Nobel da Medicina foi atribuído a três investigadores que descobriram como as células se adaptam às variações de oxigénio.

Os prémios Nobel começaram hoje a ser anunciados com o Nobel da Medicina a ser entregue aos cientistas norte-americanos William Kaelin e Gregg Semenza e ao britânico Peter Ratcliffe pela descoberta sobre como as células se adaptam a diferenças de oxigénio

Os cientistas dividirão de forma igual o prémio de nove milhões de coroas suecas (832.523 euros).

O Comité do Nobel explicou que os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos "identificar a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes na resposta às variações de oxigénio".

"A importância fundamental do oxigénio é conhecida há séculos, mas o processo de adaptação das células às variações dos níveis de oxigénio era um mistério", acrescentou.

O trabalho destes investigadores, estabeleceu a base para entender como os níveis de oxigénio afetam o metabolismo celular e a função fisiológica, o que "abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças", prossegue a explicação da do Instituto Karolinska.

William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. O seu compatriota Gregg Semenza, igualmente nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe nasceu em Lacashirem, em 1954, e é perito em nefrologia.