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Já são conhecidos os Nobel da Química deste ano

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Os galardoados deste ano são Jonh B Goodenough, M Stanley Whitingham e Akira Yoshino pelo desenvolvimento de baterias de iões de lítio.

"Mundo recarregável"

A expressão foi usada pelo porta-voz dos Prémios Nobel para se referir ao trabalho desenvolvido pelos três químicos agora galardoados.

"Com este trabalho, os galardoados em química lançaram as bases de uma sociedade sem fio e sem combustíveis fósseis", pode ler-se no Twitter da academia.

O que são baterias de ião de lítio

Trata-se de um tipo de bateria recarregável utilizada em telemóveis, computadores, dispositivos médicos e automóveis elétricos.

"As baterias de iões de lítio revolucionaram as nossas vidas e são usadas em tudo, desde telemóveis a computadores portáteis e veículos elétricos. Através do seu trabalho, os laureados deste ano em Química fizeram os alicerces de uma sociedade sem fios e livre de combustíveis fósseis", justificou a Academia.

As baterias de lítio são "usadas globalmente para alimentar os aparelhos eletrónicos portáteis usados para comunicar, trabalhar, estudar, ouvir música e procurar conhecimento", além de terem possibilitado "o desenvolvimento de automóveis elétricos de longo alcance e o armazenamento de energia proveniente de fontes renováveis, como a solar e eólica".

Aikira Yoshino

No caso de Aikira Yoshino, da Meijo University no Japão, o químico foi capaz de eliminar o lítio puro da bateria, baseando-o totalmente em iões de lítio. Criou assim, "a primeira bateria de iões de lítio comercialmente viável em 1985", uma bateria "leve e resistente que podia ser carregada centenas de vezes antes de se deteriorar".

Ao telefone durante a conferência de imprensa de anúncio do prémio, Yoshino afirmou que a curiosidade foi o que o moveu na sua procura de uma nova forma de armazenamento de energia.
Retirou das baterias o lítio puro, deixando iões de lítio, que são mais seguros, abrindo caminho para a sua comercialização, que aconteceria em 1991.


"A vantagem de baterias de iões de lítio é que não se baseiam em reações químicas, mas em iões de lítio que fluem entre os elétrodos", salienta a Academia num comunicado.

Stanley Whittingham

Já o britânico Stanley Whittingham, da Universidade Estadual de Nova Iorque em Binghamton, foi premiado pelo trabalho desenvolvido desde a década de 1970, quando criou a primeira bateria de lítio funcional.

Ma década de 1970, em plena crise do petróleo, "começou a investigar supercondutores e descobriu um material extremamente rico em energia, que usou para criar um cátodo inovador numa bateria de lítio".

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Jonh Goodenouhgh

Jonh Goodenouhgh, da Universidade do Texas, duplicou o potencial da bateria de lítio, criando as condições certas para uma bateria muito mais poderosa e útil.

"Previu que o cátodo poderia ter ainda mais potencial se usado com um óxido de metal em vez de um sulfureto de metal", duplicando a voltagem das baterias de dois para quatro volts, segundo a academia.

Aos 97 anos, John B. Goodenough passa a ser a pessoa mais velha a ganhar o Nobel.

Charles Dharapak

Nobel da Literatura conhecido amanhã

Esta quinta-feira será conhecido o Nobel da Literatura de 2018 e 2019.

O ano passado, o prémio foi suspenso devido a um escândalo que abalou a reputação da instituição e levou a várias demissões. Em causa, alegados abusos sexuais em que se encontravam envolvidos membros da instituição, responsáveis pela seleção do vencedor.

Sexta-feira é anunciado o Nobel da Paz.

O último anúncio será feito no dia 14 de outubro e determinará o vencedor do Nobel da Economia.

A cerimónia de atribuição acontece anualmente a 10 de dezembro, data de aniversário da morte do seu mentor.

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