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EUA querem continuar a cooperar com os curdos

Rodi Said/ REUTERS

As forças curdas na Síria tentaram esta terça-feira repelir as tropas turcas envolvidas numa ofensiva no norte do país, que Washington procura suspender enviando o seu vice-presidente e o chefe da diplomacia.

Os EUA querem continuar a cooperar com os combatentes curdos das Forças Democráticas Sírias (FDS) na luta contra o Daesh, assegurou na terça-feira um dirigente do Pentágono.

"Queremos ver que género de apoio podemos continuar a dar às FDS, mesmo que já estejamos presentes no norte" da Síria, afirmou a jornalistas este dirigente, sob anonimato. Perante a operação militar turca na Síria, os EUA anunciaram a retirada de um milhar de militares norte-americanos destacados no nordeste da Síria, mas decidiram manter a presença em Al-Tanf, na fronteira jordano-síria, onde mantêm cerca de 150 efetivos.

"Vamos manter esta posição em Al-Tanf, que nos permite manter provavelmente esta missão no sul", acrescentou.

"As FDS têm sido um parceiro importante. Penso que adiantaram a sua vontade de continuar o combate" contra aquele grupo, designado Daesh na sigla em árabe. "Penso que vai haver conversações sobre a forma de os continuar a apoiar na Síria", prosseguiu.

Interrogado sobre a confiança comprometida dos combatentes curdos nos EUA, que acabam de os abandonar à Turquia, este alto responsável considerou que as ligações com os militares norte-americanos continuavam fortes o suficiente para permitir continuar a cooperação.

"Continuamos a discutir (com os curdos) a um nível muito elevado. Eles têm relações muito fortes com os militares norte-americanos", insistiu. "Penso que podemos preservar esta relação", concluiu.

Lusa