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Pelo menos 25 detidos nos violentos protestos na Catalunha

Juan Medina

Barcelona tornou-se palco de batalha campal. Balanço da polícia espanhola ainda é provisório

Albert Gea

Pelo menos 25 pessoas foram detidas pela polícia catalã (Mossos d'Esquadra) no âmbito de distúrbios violentos registados nos vários protestos contra a condenação dos principais dirigentes políticos independentistas da Catalunha a penas de até 13 anos de prisão.

A polícia da região explicou que o balanço final deverá ser muito superior já que ainda faltam algumas horas para fechar as operações do dia.

Do total de pessoas já detidas, 13 estavam em Tarragona, oito em Lleida, três em Barcelona e uma em Sabadell.

Uma das intervenções que continua aberta, referiu a polícia, é a da cidade de Barcelona, onde cerca de 400 manifestantes mantêm confrontos com a polícia nas ruas do bairro de Eixample.

Barcelona tornou-se, na noite de terça-feira, cenário de uma batalha campal entre polícias e manifestantes, que construíram barricadas, queimaram mobiliário urbano e pneus, fizeram fogueiras e atiraram pedras e petardos contra os polícias.

Fontes das autoridades policiais catalãs disseram à agência de notícias espanhola Efe que foram forçadas a agir face à violência de alguns grupos e da presença de elementos encapuçados, tendo realizado várias cargas sobre os manifestantes e detido três pessoas.

Carrinhas das forças de segurança estão também a percorrer as ruas a grande velocidade para dispersar os manifestantes naquele que é o segundo dia de protestos.

Madrid reforça do policiamento e PP pede ativação da Lei da Segurança Nacional

Entretanto, o Governo espanhol garantiu que irá manter a segurança na Catalunha apesar do aumento da violência que se tem estado a verificar nas ruas e que, segundo denuncia, são "ações coordenadas" para "acabar com a coexistência".

A posição do Governo foi divulgada na terça-feira à noite, em comunicado, pouco depois de o presidente do maior partido da oposição em Espanha, o popular Pablo Casado, ter pedido que fosse ativada a Lei da Segurança Nacional face aos violentos distúrbios na Catalunha.

Embora sem mencionar que ação específica pretende tomar, o Governo em funções sublinhou, no comunicado, o trabalho das forças de segurança e a coordenação entre Mossos d'Esquadra (polícia catalã), polícia nacional e guarda civil, garantindo que agirá com "firmeza, proporcionalidade" e "unidade" com os restantes partidos políticos.

"A violência desta noite está a generalizar-se a todos os protestos. Grupos violentos de manifestantes atacaram a sede das subdelegações em Tarragona, Girona e Lleida e estão a destruir e vandalizar outras cidades catalãs", refere o comunicado de Madrid.

O Tribunal Supremo espanhol condenou na segunda-feira os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão, no caso do ex-vice-presidente do governo catalão

.Assim que foi conhecida a sentença, uma série de grupos de independentistas iniciaram movimentos de protesto em todo o território da comunidade autónoma espanhola mais rica.

A polícia antidistúrbios carregou sobre um grupo que protestava no exterior do aeroporto de Barcelona enquanto outros grupos separatistas incendiaram pneus para impedir a circulação de comboios e alguns bloquearam a circulação rodoviária em estradas da região.

Com Lusa

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