Mundo

Menino autista morreu depois de ser preso pela professora durante quase duas horas

Facebook

Caso aconteceu nos Estados Unidos.

Três ex-funcionárias de uma escola para alunos com necessidades especiais e a entidade que gere a escola, a Guiding Hands School Inc., foram acusadas esta quarta-feira do homicídio involuntário de um aluno com autismo, em El Dorado, Estados Unidos.

Cindy Keller, diretora-executiva, Staranne Meyers, diretora, e Kimberly Wohlwend, professora de educação especial, são acusadas da morte do aluno Max Benson, de 13 anos, em novembro de 2018.

Segundo as autoridades, o jovem foi preso de barriga para baixo pelas arguidas depois de se ter tornado violento. Terá estado cerca de uma hora e 45 minutos nesta posição, até ficar inconsciente.

Max foi transportado para o hospital, mas acabou por morrer dois dias depois.

A investigação ao incidente revelou provas de que as funcionárias da escola prenderam o jovem autista “por mais tempo do que era necessário” e utilizaram mais força do que era “razoável”.

Uma semana após o incidente, o departamento de educação da Califórnia suspendeu o certificado da escola, que acabou por fechar em janeiro.

“As provas que temos corroboram a constatação de que as ações da equipa do GHS [escola] foram prejudiciais à saúde, bem-estar e segurança de um indivíduo com necessidades especiais”, cita a CNN.

Caso se prove a responsabilidade das arguidas, podem enfrentar uma pena de prisão até quatro anos.