O Egito anunciou, este sábado, ter descoberto 75 estátuas de madeira e bronze e cinco múmias de filhotes de leão decorados com hieróglifos na necrópole de Saqqara, perto das pirâmides de Gizé no Cairo.
5 crias de leão mumificadas
Acredita-se que os filhotes de leão encontrados, com cerca de um metro e meio de comprimento, tenham oito meses.
Foram encontrados com uma coleção de estátuas de madeira e bronze de gatos e outros animais mumificados, incluindo cobras e crocodilos.
Os artefactos pertenciam muito provavelmente à 26.º dinastia do Egito (entre 664-525 a.C.) dizem os especialistas.
Papel do leão
O leão era um símbolo da autoridade real, mas as imagens do felino também eram usadas em objetos da vida quotidiana, como em cadeiras ou camas, explica à National Geographic, Conni Lord, egiptólogo do Museu Nicholson da Universidade de Sydney.
"O leão teve um papel muito importante na iconografia do Egito antigo", acrescenta.
"Um museu por si só"
A declaração do ministro das Antiguidades, Khaled El Enany, revela o valor da descoberta para os investigadores e abre caminho para perceber se os leões foram capturados no Egito antigo, como foram criados e se eram comercializados.
Além das crias de leão, também foram encontrados gatos, cobras, crocodilos e besouros mumificados também foram descobertos entre múmias.
O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou que a descoberta aconteceu junto ao Templo de Bastet, procurado pelos antigos egípcios para o culto dos gatos.
A descoberta inclui também 73 estatuetas de bronze representando Osíris, seis estátuas de madeira de Ptah-Soker e 11 estátuas de Sekhmet, a deusa guerreira da cura.

