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Equipas de resgate da Nova Zelândia vão recuperar corpos apesar do perigo do vulcão

Operação de resgate de oito vítimas prevista para sexta-feira.

Helicóptero de reconhecimento sobrevoa a ilha a 12 de dezembro.
Helicóptero de reconhecimento sobrevoa a ilha a 12 de dezembro.
Jorge Silva / Reuters

Apesar dos riscos de outra erupção do vulcão, as equipas de resgate da Nova Zelândia vão recuperar na sexta-feira os corpos das vítimas da erupção de segunda-feira, anunciou hoje a polícia.

Pelo menos oito pessoas estão presumivelmente mortas na Ilha Branca, outras oito estão confirmadas como mortas. Há 25 nos cuidados intensivos com extensas queimaduras.

A pressão dos familiares aumenta para que as vítimas sejam recuperadas, pelo que a polícia da Nova Zelândia já aprovou um plano para enviar as equipas de socorro para a ilha. Os riscos de erupção do vulcão nas próximas 24 horas são calculados entre 50-60%, segundo os vulcanologistas da GeoNet, site de informação sobre vulcões da Nova Zelândia.

"Estamos a finalizar um plano para recuperar amanhã (sexta-feira) os corpos da Ilha Branca", declarou hoje em comunicado o comissário adjunto John Tims, depois de informar as famílias.

Uma equipa de oito militares deverá aterrar da ilha logo às primeiras horas da manhã na Nova Zelândia, será madrugada em Lisboa.

Buscas de quarta-feira suspensas

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Na segunda-feira, dia da erupção, estavam 47 pessoas na ilha. Foram logo confirmados seis mortos. Duas pessoas morreram já no hospital.

Outras 30 pessoas estão hospitalizadas, 20 em estado crítico. Muitos dos feridos que sofreram queimaduras graves têm sido tratados em unidades de queimados na Nova Zelândia outros foram transportados para a Austrália.

Das 47 pessoas da ilha no momento da erupção, com idades entre 13 e 72 anos, 24 eram da Austrália, nove dos Estados Unidos, cinco da Nova Zelândia, quatro da Alemanha, dois da China, dois do Reino Unido e um da Malásia.

A erupção do vulcão enviou uma coluna de vapor e cinzas estimada em 3.660 metros (12.000 pés) para o ar.

Na sequência desta erupção, várias pessoas têm-se questionado sobre a razão de os turistas terem sido autorizados a visitar a ilha após os responsáveis pela monitorização sísmica terem elevado o nível de alerta no mês passado. Todos os anos mais de 10 mil pessoas visitam a ilha.