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Putin diz que destituição de Trump se baseia em acusações "totalmente infundadas"

Evgenia Novozhenina

"O partido que perdeu as eleições quer continuar a luta por outros meios".

O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu esta quinta-feira que o processo de destituição do Presidente norte-americano, Donald Trump, se baseia em acusações "totalmente inventadas" e referiu ter a certeza de que o Senado irá rejeitar a moção.

"Ainda terá de passar pelo Senado, onde os Republicanos estão em maioria e é improvável que estes queiram retirar do poder um representante de seu partido com base em acusações totalmente fabricadas", disse Putin na sua conferência de imprensa anual.

"O partido que perdeu as eleições quer continuar a luta por outros meios", considerou Putin, lembrando que Trump já tinha sido investigado por conluio com a Rússia.

A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou na quarta-feira uma acusação de abuso de poder, que contou com 230 votos favoráveis, 197 contra e uma abstenção, e outra por obstrução do trabalho do Congresso ao recusar participar na investigação judicial sobre si.

A câmara baixa do Congresso, nas mãos dos democratas, aprovou esta acusação com 229 votos a favor, 198 contra e uma abstenção, obedecendo aos alinhamentos partidários (com quatro exceções).

Donald Trump irá responder por estes dois crimes de que é acusado no Senado (câmara alta), onde os republicanos (no poder) têm uma clara maioria.Na sessão, a líder democrata da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, disse que Donald Trump é uma "ameaça constante" à "segurança nacional" dos EUA.

"Os atos irresponsáveis do Presidente tornaram necessário o seu 'impeachment'. Ele não nos deixou outra escolha", afirmou Nancy Pelosi, referindo-se à decisão dos democratas de levarem os artigos de destituição para aprovação no plenário da Câmara de Representantes.

Durante o dia, Donald Trump voltou a declarar-se inocente no inquérito para destituição, que arrancou no início de outubro, com acusações de que o Presidente teria pressionado o seu homólogo da Ucrânia, Volodymyz Zelensky, para investigar a atividade, junto de uma empresa ucraniana envolvida em casos de corrupção, do filho de um rival político, Joe Biden.

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