A Rússia - grande aliada do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad - anunciou a 09 de janeiro uma trégua em Idlib e a Turquia - apoiante de certos grupos rebeldes - confirmou essa iniciativa, que deveria ter começado no domingo.
Ainda assim, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos denunciou "mais de 100 ataques realizados por aviões sírios ou russos sobre a província de Idlib".
O regime diz que está determinado a reconquistar a região de Idlib, dominada pelos 'jihadistas' do Hayat Tahrir al-Cham (HTS, ex-ramo sírio da Al-Qaida) e outros grupos rebeldes menores.
Pelo menos 18 civis, incluindo seis crianças, foram mortos no sábado em ataques do regime sírio na província de Idlib, disse a mesma fonte.
Entre o final de abril e o final de agosto, o regime apoiado pela aviação russa já havia intensificado os bombardeamentos. A violência matou quase mil civis na área, segundo o OSDH.
Nesta altura, Moscovo havia anunciado um cessar-fogo no final de agosto, mas isso não impediu o reinício das hostilidades a partir de então.
A guerra na Síria, iniciada em 2011 com a repressão de protestos pró-democracia por Damasco, já fez mais de 380 mil mortes e deixou milhões de pessoas deslocadas e refugiadas.
