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EUA condenam detenção do tio de Juan Guaidó

Juan Marquez foi detido na terça-feira passada, quando aterrou em Caracas num voo da TAP oriundo de Lisboa.

EUA condenam detenção do tio de Juan Guaidó
Rayner Peña R.

Os Estados Unidos da América (EUA) condenaram este sábado a detenção de Juan Marquez, tio do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, exigindo a sua libertação imediata.

Juan Marquez foi detido na terça-feira passada, quando aterrou em Caracas num voo da TAP oriundo de Lisboa, acompanhado de Guaidó, acusado de ter transportado explosivos sintéticos, coletes à prova de bala e um plano, escrito em inglês, para realizar ataques terroristas na Venezuela.

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O Governo português já pediu um inquérito para averiguar a veracidade das acusações que envolvem a transportadora aérea portuguesa, dizendo não ter qualquer indício de irregularidades no voo que transportou Marquez e Guaidó.

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As autoridades venezuelanas acusam ainda o embaixador português em Caracas, Carlos Sousa Amaro, de interferir nos assuntos internos da Venezuela, ao interceder pelo tio de Juan Guaidó, Juan Marquez.

Este sábado, a porta-voz do Departamento de Estados dos EUA, Morgan Ortagus, responsabilizou o Presidente eleito venezuelano, Nicolás Maduro, pela "segurança e bem-estar" da família de Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como o legítimo Presidente interino da Venezuela.

Em comunicado, a Casa Branca lembra que a companhia aérea portuguesa TAP declarou publicamente que "é impossível viajar com explosivos", considerando falsas as acusações feitas pelo regime de Maduro contra o tio de Juan Guaidó.

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"As acusações absurdas apresentadas exemplificam o crescente desespero de Maduro e dos seus corruptos colaboradores", disse Ortagus, em comunicado, pedindo a libertação imediata de Juan Marquez.

"A fabricação de factos para justificar detenções arbitrárias por razões políticas é um instrumento comum" do Governo de Maduro, acusou a porta-voz do Governo norte-americano, lembrando que ele já foi usado no passado para afastar opositores políticos do regime e recordando que, em 2019, foram denunciadas 2.219 detenções arbitrárias na Venezuela.

Morgan Ortagus acrescentou que "estes atos deploráveis apenas atrasam a solução da trágica crise na Venezuela que Maduro e os seus colaboradores insistem em perpetuar".

Joel García, advogado de Juan Marquez, classificou a detenção do seu cliente como "vil e grosseiro esquema" destinado a pressionar Juan Guaidó, que regressou por Lisboa após uma 'tournée' política pela Europa, após ter sido recebido na Casa Branca, em 05 de janeiro.