Mundo

Brasil cancela edição de Salão Automóvel após saída de várias marcas

Paulo Whitaker

Marcas como a norte-americana Chevrolet, a alemã BMW e a japonesa Toyota.

A organização do Salão Automóvel de São Paulo, Brasil, um dos principais eventos do setor na América Latina, anunciou esta sexta-feira o cancelamento da edição este ano, após mais de uma dúzia de marcas informarem a sua retirada do evento.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a empresa de organização de eventos 'Reed Exhibition' Alcântara Machado explicaram, em comunicado, que a edição que ocorreria em novembro será adiada para o próximo ano, porém, sem adiantarem uma nova data.

A decisão foi tomada após uma série de marcas terem anunciado que não participariam no Salão do Automóvel de São Paulo 2020, incluindo a norte-americana Chevrolet, a alemã BMW e a japonesa Toyota, entre outras.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, disse no comunicado que o Salão do Automóvel precisa evoluir e refletir sobre o momento de "disrupção tecnológica" que aquela indústria está a passar, a nível global.

"O Salão do Automóvel é um evento que celebra a paixão dos consumidores pelos nossos produtos, mas ele precisa evoluir e refletir o momento de disrupção tecnológica que nossa indústria está a viver", salientou.

O responsável da associação acrescentou: "Tomamos a decisão de adiar a edição do salão de 2020 para reduzir custos e termos tempo de avaliar novos formatos. A revisão do salão não é um movimento local, está a acontecer em todos os países do mundo e pelos mesmos motivos".

Em 2018, o Salão Automóvel de São Paulo Motor reuniu cerca de 700.000 pessoas e gerou negócios de cerca 360 milhões de reais (cerca de 68,7 milhões de euros) para a cidade, a mais populosa e industrializada do Brasil.

Há uma semana, a organização do Salão Automóvel de Genebra, na Suíça, também confirmou o cancelamento de sua 90ª edição, prevista para entre os dias 05 e 15 de março, devido à epidemia do novo coronavírus.