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Rússia está a "obstruir ativamente" investigação sobre queda do voo MH17 na Ucrânia

Destroços do míssil que atingiu o voo MH17 apresentados a 24 de maio de 2017 pela equipa internacional conjunta que investiga o caso (JIT MH17).

Francois Lenoir / Reuters

Denunciaram esta terça-feira os procuradores holandeses.

A Rússia está a tentar "obstruir ativamente" a investigação sobre o voo MH17, denunciaram esta terça-feira os procuradores holandeses, no segundo dia do julgamento de quatro acusados pela explosão daquele avião civil quando sobrevoava a Ucrânia em 2014.

"Há indícios claros de que os serviços de segurança russos estão a tentar obstruir ativamente os esforços para estabelecer a verdade por trás do acidente do voo MH17", disse o procurador Thijs Berger aos juízes do tribunal de Schiphol, nos subúrbios de Amsterdão.

Os procurados acusaram a Rússia de ataques informáticos contra investigadores e revelaram preocupações sobre Moscovo tentar "encontrar" testemunhas.

O voo MH17 da Malaysia Airlines, partiu de Amesterdão em 17 de julho de 2014 com destino a Kuala Lampur transportando 298 pessoas a bordo, e explodiu depois de ser atingido por um míssil Buk no leste da Ucrânia, que enfrenta conflitos com os rebeldes pró-Rússia.

As 298 pessoas a bordo da aeronave, incluindo 196 holandeses, morreram.

Os Países Baixos culparam abertamente a Rússia pelas mortes dos seus cidadãos."As autoridades britânicas e holandesas determinaram que os agentes russos da GRU estavam envolvidos em tentativas de piratear os sistemas informáticos das autoridades de investigação da Malásia", disse Berger, citando as tentativas semelhantes que ocorreram com os investigadores holandeses.

"Várias testemunhas nesta investigação dizem que temem por suas vidas se as suas identidades forem reveladas", acrescentou Berger, para quem "essas informações lançam uma sombra" sobre o julgamento.

Os russos Sergei Doubinsky, Igor Guirkine e Oleg Poulatov, bem como o ucraniano Leonid Khartchenko, todos eles oficiais superiores dos separatistas pró-russos do leste da Ucrânia, estão a ser processados pela procuradoria holandesa por assassínio e por deliberadamente causar a queda do avião.

Esses primeiros suspeitos no caso são acusados de transportar o sistema de mísseis antiaéreos BUK, antes deste ser disparado por outras pessoas ainda não identificadas.

O julgamento dos quatro homens começou na segunda-feira, mas estes não estão presentes. Dubinsky, Guirkin e Khartchenko serão julgados à revelia, enquanto Poulatov optou por ser representado por um advogado holandês.

Os acusados correm o risco de serem sentenciados com a prisão perpétua.A Rússia negou o envolvimento na queda do avião, mesmo depois de os procuradores alegarem que o sistema de mísseis Buk que destruiu o avião de passageiros foi transportado para a Ucrânia a partir da base da 53ª.

Brigada de Mísseis Antiaéreos da Rússia em Kursk e o sistema de lançamento foi posteriormente devolvido à Rússia.

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