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Iraque com menos 40% de rendimentos em março pela exportação de petróleo

ESAM OMRAN AL-FETORI

O barril foi vendido a 28,436 dólares (25,8 euros), em comparação com os 51,374 dólares (46,6 euros) do mês anterior.

O Governo do Iraque anunciou esta quarta-feira que registou em março uma queda de 40% nas receitas da venda de petróleo, em plena pandemia da Covid-19 e da guerra dos preços entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Em comunicado, o porta-voz do Ministério do Petróleo iraquiano, Isam Yihad, referiu que segundo os dados da estatal Empresa de Promoção Nacional (SOMO), o país árabe exportou 105.102.927 barris em março, quase sete milhões mais que em fevereiro, a uma média de cerca de 3,4 milhões de barris diários.

No entanto, o barril de crude foi vendido a 28,436 dólares (25,8 euros), em comparação com os 51,374 dólares (46,6 euros) do mês anterior, motivando que os rendimentos pela venda de petróleo tenham caído cerca de 40%.

Segundo dados oficiais, quase 90% dos rendimentos do Estado iraquiano estão dependentes da exportação de crude.

Devido à incerteza nos mercados sobre a duração da crise provocada pela Covid-19 e a consequente queda das movimentações de pessoas e mercadorias a nível global e da redução dos pedidos de crude, os preços caíram a pique, também com a contribuição da guerra de preços entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Os investidores estavam confiantes que iniciativas diplomáticas dos Estados Unidos, através das pressões sobre a Arábia Saudita para a estabilização do mercado e de um diálogo com as autoridades russas no mesmo sentido, permitissem uma alteração dos preços do crude, que de momento se situam nos cerca de 20 dólares (18,1 euros) por barril.

Na terça-feira os preços do petróleo subiram após ser revelada a conversa telefónica entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, e em que ficou assente que os seus responsáveis nesta área vão discutir um plano para estabilizar os mercados energéticos.