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Tribunal nega 6,9 milhões de dólares ao produtor de Michael Jackson

Mario Anzuoni

O produtor de temas como "Billie Jean" e "Thriller" reclamava o pagamento de 'royalties' e outras receitas.

Um tribunal de recurso na Califórnia, nos EUA, deu esta terça-feira razão aos gestores do património de Michael Jackson, recusando a entrega de 6,9 milhões de dólares (cerca de 6,3 milhões de euros) a Quincy Jones por direitos de autor.

O tribunal decidiu que um veredicto anterior, de 2017, tinha resultado de uma interpretação errada de um contrato e considerou estarem 9,4 milhões em dívida a Quincy Jones, dos quais 2,5 milhões se mantiveram, relativos às gravações originais.

O tribunal de recurso argumentou agora que os gestores do património de Michael Jackson (1958-2009) deviam pagar ao produtor apenas 10% dos lucros obtidos com as músicas originais, como o acordo afirma, e não com as misturas posteriores.

Um outro recurso de Quincy Jones, em que exigia 30 milhões de dólares por "abuso financeiro de pessoas idosas", foi rejeitado pelo mesmo coletivo de juízes.

Quincy Jones, atualmente com 87 anos, era já um dos maiores produtores da indústria musical quando começou a trabalhar com o "Rei da Pop" no início dos anos 80, nos álbuns "Off the Wall", "Thriller" e "Bad".

A batalha legal surgiu depois dos gestores do património do cantor Michael Jakson terem feito um acordo com a editora discográfica Sony Music, no qual aumentavam a percentagem das receitas a receber de 50% para dois terços do total.Jones considerou que este aumento também devia representar um aumento nos seus ganhos, mas a nova decisão judicial não lhe deu razão.

O produtor é conhecido por trabalhar com muitos dos artistas mais populares do século XX e por falar abertamente sobre figuras importantes da cultura e da política.

Numa entrevista à revista Vulture, em 2018, o produtor disse que Michael Jackson "roubou" muitas partes das suas músicas a outros artistas.

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