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Participar num safari em África sem sair do sofá

Toru Hanai

A viagem incluiu um guia que relata o que está acontecer.

As viagens virtuais são as possíveis em tempos de pandemia. Centenas de organizações e instituições têm disponibilizado experiências únicas, quer seja uma entrada num museu a quilómetros de distância, quer seja à boleia de um safari na África do Sul.

A empresa sul-africana WildEarth começou a levar safaris virtuais à casa de milhões de pessoas de todo o mundo, através de uma câmara colocada numa carrinha conduzida por um guia. Só num mês, conseguiram atrair cerca de três milhões de espetadores.

Duas vezes ao dia, os espetadores podem seguir o roteiro do guia e ver os animais selvagens que vão aparecendo pelo caminho. À medida que seguem os animais, os guias vão relatando o que está a acontecer.

O fundador da WildEarth, Graham Wallington, disse que as visualizações dos safaris ao vivo foram cinco vezes mais altas nas duas primeiras semanas de março e que os vídeos estão a fazer "com que as pessoas se apaixonem pela natureza".

"Começam a ver os animais como seres individuais. Nesse momento, o espetador simpatiza", disse Graham.

Referiu ainda que a pandemia abriu a porta a este tipo de experiência virtuais, levando as empresas a repensar o futuro. Como se sabe, a redução do número de voos acabou por ser uma medida bastante positiva para o ambiente.

E, por isso, do ponto de vista ambiental, estas viagens virtuais podem começar a ser uma solução mais sustentável, que não prejudica o habitat dos animais.

"Se a nossa missão fosse apenas trazer mais e mais turistas, destruiríamos o que queremos economizar", afirmou o fundador.

A WildEarth está a planear começar a disponibilizar excursões privadas pagas, conduzidas por guias que estão atualmente sem trabalho através de uma videochamada.

Pode acompanhar no canal de Youtube os safaris virtuais.