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Boris Johnson condena morte "imperdoável" de George Floyd

Hannah Mckay

Mas evita criticar Trump.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou esta quarta-feira "chocante e imperdoável" a morte de George Floyd, nos EUA, mas evitou criticar o presidente dos EUA, Donald Trump, pela forma como tem criticado os protestos.

Johnson respondia ao líder do partido Trabalhista, Keir Starmer, hoje durante o debate semanal na Câmara dos Comuns, que expressou "choque e raiva pela morte de Gorge Floyd" e disse que o incidente "colocou em destaque o racismo que afeta muitos nos EUA e noutros países".

"Estou surpreendido que o primeiro-ministro ainda não tenha dito nada sobre isto. Espero que a próxima vez que ele fale com o presidente Trump transmita o repúdio pela resposta dele aos eventos", desafiou Starmer, que é líder do principal partido da oposição.

Na resposta, Johnson, concordou com Sarmer e disse que "o que aconteceu nos EUA foi chocante e imperdoável. Percebo perfeitamente o direito das pessoas de protestar".

Porém, também acrescentou que "os protestos devem decorrer de forma legal e razoável", incluindo no Reino Unido, onde defendeu o respeito pelo distanciamento social.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos nove mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, mas diversos comentários do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra os manifestantes têm intensificado os protestos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou, numa comunicação ao país, aos governadores dos estados afetados para que controlem a violência e avançou com a possibilidade de convocar o exército para repor a normalidade.