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Reservas de urânio enriquecido no Irão excedem oito vezes o limite máximo autorizado

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica.

O urânio enriquecido armazenado no Irão é quase oito vezes superior ao permitido pelo acordo nuclear de 2015, segundo um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica.

A República Islâmica assinou um acordo, que previa limites ao seu programa nuclear em troca do levantamento de sanções internacionais, com os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) e a Alemanha.

Teerão está em incumprimento desde maio de 2019, um ano depois de Washington ter anunciado a retirada unilateral do acordo e o restabelecimento de sanções que devastaram a economia iraniana.

A agência da ONU, que fiscaliza a aplicação dos compromissos nucleares do acordo concluído em Viena em 2015, informou os seus membros que as reservas iranianas de urânio fracamente enriquecido ascendiam a 1,73 toneladas a 20 de maio, quando a 19 de fevereiro eram de 1,1 toneladas. O acordo nuclear apenas permite que Teerão tenha reservas de 202,8 quilogramas.

A AIEA informou também que o Irão continuou a enriquecer urânio a 4,5%, apesar de o acordo estabelecer o limite de 3,67%.

No relatório, a AIEA manifesta ainda "grande preocupação" por o Irão continuar a recusar o acesso dos seus inspetores a dois locais, sobre os quais a agência se interroga em relação à existência no passado de material e atividades nucleares não declaradas, sem ligação comprovada ao atual programa de Teerão.

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