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Democratas suspeitam de ingerência estrangeira para influenciar presidenciais

JIM LO SCALZO

Declaram-se "profundamente preocupados, em particular porque o Congresso parece ser o alvo de uma campanha concertada de ingerência estrangeira".

O Congresso dos EUA "parece estar a ser alvo de uma campanha" de desinformação orquestrada a partir do estrangeiro, avançaram esta segunda-feira dirigentes democratas, declarando-se "profundamente preocupados" por estes esforços que visam influenciar as eleições presidenciais de 3 de novembro.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, e três dos seus companheiros de partido transmitiram esta segunda-feira ao diretor da polícia federal (FBI, na sigla em inglês), Christopher Wray, as suas preocupações e pediram-lhe que informasse os congressistas sobre o assunto antes das férias parlamentares de agosto.

Na sua mensagem, enviada por correio eletrónico, que foi divulgada esta segunda-feira, evocam "ameaças específicas, graves" e "persistentes".

"O Congresso parece ser o alvo de uma campanha concertada de ingerência estrangeira"

No seu texto, declaram-se "profundamente preocupados, em particular porque o Congresso parece ser o alvo de uma campanha concertada de ingerência estrangeira, que visa propagar e ampliar informações incorretas, para influenciar a sua atividade, o debate público e a eleição presidencial de novembro".

A mensagem dos democratas foi acompanhada de um anexo com informações classificadas, que permaneceram confidenciais.

Todos os serviços de informações dos EUA acusam a Federação Russa de ingerência na eleição presidencial norte-americana de 2016 (da qual saiu vencedor o republicano Donald Trump), o que Moscovo desmente.

No início do ano, os dirigentes dos serviços de informações mencionaram novas interferências russas na campanha deste ano durante uma reunião que deveria ter ficado confidencial, mas que acabou por chegar à comunicação social.