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Bolsonaro promete ajudar brasileiro preso por tráfico de drogas na Rússia

Adriano Machado

Foi preso num aeroporto de Moscovo em fevereiro de 2019 com duas caixas de uma substância considerada ilícita na Rússia, mas cujo uso é permitido no Brasil.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou esta terça-feira que o seu Governo vai defender "o perdão" de um brasileiro, detido há um ano e meio na Rússia, que trabalhava para o jogador Fernando Martins e que foi acusado de tráfico de drogas.

Bolsonaro explicou numa mensagem publicada nas redes sociais que conversará sobre o assunto com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

O chefe de Estado brasieliro também frisou que o caso "é complexo, mas não impossível de ser resolvido" e admitiu "um possível contacto" com o Presidente russo, Vladimir Putin.

O brasileiro detido, identificado como Robson Oliveira, foi preso num aeroporto de Moscovo em fevereiro de 2019 com duas caixas de um medicamento contendo metadona, substância considerada ilícita na Rússia, mas cujo uso é permitido no Brasil, sendo acusado de tráfico internacional de drogas.

Na época da prisão o suspeito era funcionário do jogador de futebol Fernando Martins, que por sua vez trabalhava no clube Spartak de Moscou, de onde saiu para integrar a equipa chinesa Beijing Guoan.

Robson Oliveira era motorista de Fernando Martins e alegou que o remédio apreendido foi pedido pelo pai do jogador de futebol, que estava também na capital russa.

Nas últimas semanas, tanto jogadores de futebol como pessoas das mais diversas atividades juntaram-se numa campanha a favor de Robson Oliveira, enquanto a sua família denunciou que Fernando Martins o "abandonou" quando foi jogar para a China.

Segundo Bolsonaro, a embaixada brasileira na Rússia informou que Robson Oliveira pode ser condenado a 20 anos de prisão e que o juiz encarregado do caso acaba de se aposentar, pelo que o processo voltou à estaca zero.

O Presidente brasileiro, que tem um bom relacionamento com Putin, reconheceu que "a justiça russa é bastante rígida e independente", mas destacou que, pelas características do caso, o Brasil tentará obter um "perdão" das autoridades.

"Entramos no caso e o Brasil buscará, diplomaticamente, a volta de Robson ao país", concluiu Bolsonaro.