Mundo

Supremo Tribunal espanhol confirma condenação por corrupção contra Partido Popular

Os 29 arguidos, entre os quais ex-funcionários do PP, foram condenados a um total de 351 anos de prisão.

O Supremo Tribunal de Espanha confirmou esta quarta-feira a condenação em 2018 do Partido Popular (PP) num julgamento de corrupção, que levou à queda do Governo de Mariano Rajoy, substituído pelo atual líder socialista Pedro Sánchez.

No dia 24 de maio de 2018, o Partido Popular (conservador) foi condenado pelo Tribunal de Audiência Nacional por ter beneficiado de "financiamento ilegal".

Os 29 arguidos, entre os quais ex-funcionários do PP, foram condenados a um total de 351 anos de prisão.

O Supremo Tribunal, para o qual o PP havia recorrido, disse na sua decisão desta quarta-feira que o partido havia, de facto, beneficiado de "um genuíno e eficaz sistema de corrupção".

De um modo geral, o Supremo confirmou as sentenças proferidas contra os principais quatro arguidos, mas reduzindo em quatro anos a pena aplicada ao ex-tesoureiro do PP Luis Bárcenas, que foi condenado a 29 anos de prisão.

Este escândalo, conhecido em Espanha como "caso Gurtel", foi baseado num sistema de pagamento de subornos a funcionários eleitos e responsáveis do PP, em troca de contratos públicos avultados entre 1999 e 2005, em diferentes regiões.

Em 2018, o veredito teve o efeito de uma bomba política em Espanha: o socialista Pedro Sánchez apresentou de imediato uma moção de censura contra Mariano Rajoy, que foi substituído pelo líder socialista, o qual se mantém na chefia do Governo.