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Aos 94 anos, Rainha Isabel II aparece sem máscara na primeira deslocação durante a pandemia

A rainha Isabel II

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Visitou o laboratório militar dedicado à resposta ao ataque Novichok e agora à crise sanitária.

A rainha Isabel II realizou hoje, sem usar máscara, o primeiro compromisso público fora das suas residências desde o início da pandemia de Covid-19, visitando o laboratório militar dedicado à resposta ao ataque Novichok e agora à crise sanitária.

A monarca de 94 anos, acompanhada pelo neto príncipe William, visitou o laboratório em Porton Down, no sudoeste de Inglaterra, onde conheceu os investigadores que trabalham na investigação do novo coronavírus e cientistas que identificaram o agente nervoso que envenenou o ex-agente duplo Sergei Skripal em Salisbury, em março de 2018.

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Londres designou a Rússia como responsável por esse ataque, que causou uma crise diplomática sem precedentes e a expulsão de uma série de diplomatas nunca vista desde o fim da Guerra Fria.

Para esta visita excecional na agenda da rainha, foram tomadas medidas cautelares, incluindo a triagem de Covid-19 das 48 pessoas que estiveram com Isabel II e o príncipe William.

Vários comentários apareceram nas edições eletrónicas de tabloides por a rainha ter aparecido diante dos fotógrafos sem máscara, assim como o seu neto e aqueles que a receberam. No entanto, os vários participantes mantiveram a distância, de acordo com as recomendações oficiais.

Esta é a primeira vez que a soberana de 94 anos deixa uma das suas residências para um compromisso público desde o confinamento, que foi decretado no final de março e gradualmente suspenso no verão.

Durante a pandemia, Isabel II dirigiu-se ao povo britânico por duas ocasiões pela televisão desde o Castelo de Windsor.

A rainha participou numa reunião relacionada com ações de caridade por videoconferência em junho, mas só tinha viajado para visitar a residência de Balmoral, na Escócia, durante o verão e para a propriedade de Sandrigham, no leste de Inglaterra.

A Covid-19 matou mais de 43.000 pessoas no Reino Unido, mais do que qualquer outro país da Europa, e infetou pelo menos 654.000 pessoas, incluindo o herdeiro ao trono, o príncipe Carlos, entretanto já curado.