Mundo

Papa Francisco defende que homossexuais devem ser protegidos pela lei de união civil

Guglielmo Mangiapane

Para o Papa "os homossexuais têm o direito de pertencer a uma família" por serem também "filhos de Deus".

O Papa Francisco, num documentário lançado esta quarta-feira, defende que os homossexuais devem ser protegidos pela lei de união civil.

"Os homossexuais têm o direito de pertencer a uma família. Eles também são filhos de Deus (...). O que temos de ter é uma lei de união civil, dessa forma estarão legalmente protegidos."


Enquanto arcebispo de Buenos Aires já defendia a união civil para casais homossexuais como uma alternativa ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, como Papa nunca se tinha expressado sobre o assunto.

O líder da Igreja Católica é um defensor de que ninguém deve ser excluído ou afastado por ter uma orientação sexual diferente.

Em 2016 pedia aos cristãos que aceitassem casais gays, lésbicas e famílias não convencionais, defendia o respeito e a não-discriminação. Esta posição de Francisco vai contra o que o Papa Emérito defendia. No discurso de Natal de 2012, Bento XVI disse que o casamento gay é um ataque à família e que está em causa o próprio ser humano. Era um duro crítico ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O que Francisco apela é à criação de uma lei que proteja estes casais, porque sem uma lei que possa proteger pessoas do mesmo sexo que vivam em união, estas ficam impedidas de certos direitos enquanto casal.

O documentário "Francesco", que estreou na quarta-feira no Festival de Cinema de Roma, aborda os principais temas que têm marcado o caminho de Francisco enquanto Papa: o meio ambiente, a pobreza, a migração, a desigualdade racial e a discriminação. E segundo Evgeny Afineevsky, o produtor, é um documentário sobre as crises e tragédias do mundo com a participação do Papa Francisco, que vai dando soluções possíveis para as resolver.

  • 0:43