Mundo

Professor decapitado. Macron afirma que França não renuncia às caricaturas de Maomé

No discurso de homenagem ao professor, o presidente afirmou que Samuel Paty "tornou-se o rosto da República" e da luta contra o terrorismo.

A centenária universidade parisiense Sorbornne recebeu esta quarta-feira a homenagem nacional a Samuel Paty, o professor que foi decapitado na passada sexta-feira depois de ter dado uma aula de liberdade de expressão em que mostrou as caricaturas do profeta Maomé.

O local da homenagem foi escolhido por Emmanuel Macron, que optou por realizar a cerimónia no mesmo local onde, em 2015, foram homenageadas as vítimas de terrorismo.

Na sexta-feira, Samuel Paty tornou-se o rosto da República, da nossa vontade de derrotar os terroristas, de reduzir os islamitas, de viver como uma comunidade de cidadãos livre no nosso país, disse Macron no discurso reforçando que França não irá renunciar às caricaturas do profeta Maomé.

Na homenagem estiveram presentes centenas de pessoas para denunciar o ódio e evocar os valores da república francesa.

  • Um Presidente sem tempo a perder

    Opinião

    Donald Trump foi o pior Presidente dos EUA em 90 anos. Joe Biden tem o maior desafio do último século americano - mas está, nestes primeiros dias, a mostrar que pode estar à altura do que a maioria clara lhe pede.

    Germano Almeida