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Noruega suspeita de hackers russos em ataque informático ao parlamento

NTB

Os serviços secretos noruegueses apontam regularmente para a Rússia como uma das principais ameaças de espionagem, juntamente com a China e o Irão.

Os serviços secretos noruegueses suspeitam que o grupo pirata informático russo 'Fancy Bear' tenha sido o autor de um ataque informático contra o parlamento norueguês este ano, mas encerraram o caso devido à falta de provas.

"A investigação mostra que o ataque à rede do parlamento norueguês faz parte de uma campanha nacional e internacional mais vasta que tem vindo a decorrer pelo menos desde 2019", avançou hoje o serviço de informação interna norueguês (PST).

De acordo com o PST, as investigações mostram que o ataque possa ter sido efetuado por um grupo pirata informático "designado por APT28 ou Fancy Bear, ligado ao GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia".

Em 1 de setembro, o parlamento norueguês tinha anunciado que alguns dias antes tinha sido alvo de um "ataque informático", cuja origem não tinha sido especificada na altura, mas que tinha permitido aos autores penetrar nas contas de correio eletrónico de alguns deputados e funcionários.

Em outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, Ine Eriksen Soreide, tinha atribuído explicitamente o ataque à Rússia, indicou a agência de notícias France Press (AFP).

Segundo os serviços de informação interna da Noruega, no ataque foi utilizado o método de "força bruta para quebrar uma palavra-passe ou o nome de um utilizador através de uma multiplicidade de tentativas e erros, e que a operação tinha tornado possível o acesso a informações sensíveis".

No entanto, sublinham, que a investigação não descobriu até agora provas suficientes para sustentar uma acusação.

A agência AFP referiu que a embaixada russa na Noruega se escusou a comentar o caso, tendo considerado como" inaceitável" a posição do ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês.

"Consideramos isto uma provocação séria e deliberada, destrutiva para as relações bilaterais", escreveu, segundo a AFP, a embaixada russa na rede social do Facebook.

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