Mundo

França denuncia a "degradação contínua da situação política" em Hong Kong

Algumas das cerca de meia centena de pessoas da oposição pró-democracia detidas em Hong Kong.

Tyrone Siu

Governo francês criticou a detenção de cerca de meia centena de figuras da oposição pró-democracia.

O Governo francês criticou esta quarta-feira a detenção de cerca de meia centena de figuras da oposição pró-democracia em Hong Kong e denunciou a "degradação contínua da situação política" na antiga colónia britânica.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de França refere que as detenções marcam "mais um passo preocupante na contínua deterioração da situação em Hong Kong desde a adoção da Lei de Segurança Nacional".

"Este desenvolvimento vem somar-se às múltiplas pressões a que a imprensa e a oposição pró-democracia têm sido submetidas nos últimos meses, pondo em causa a possibilidade de expressão democrática prevista pela Lei Básica de Hong Kong", acrescenta-se no documento.

Mais de 50 figuras da oposição, incluindo um advogado dos Estados Unidos, foram presos esta quarta-feira em Hong Kong, a maior repressão feita até agora sob a recente lei de segurança nacional imposta pela China.

Esta quarta-feira, em Londres, capital da antiga potência colonial, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, denunciou as detenções considerando-as um "sério ataque aos direitos e liberdades".

"A prisão maciça de políticos e ativistas em Hong Kong constitui um sério ataque aos direitos e liberdades de Hong Kong" conforme definido na declaração conjunta de Londres e Pequim de 1984, que presidiu a entrega deste território em 1997, afirmou em comunicado.

Raab acrescentou que as detenções "demonstram que as autoridades chinesas e de Hong Kong enganaram deliberadamente o mundo sobre o real propósito da lei de segurança nacional" e que essa lei é "usada para esmagar dissidentes e opiniões políticas opostas".

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