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Indonésia. Operações de busca pelo avião realizadas ao largo da costa de Jacarta

Pescadores encontraram no mar o que parecem ser destroços de um avião.

O avião que desapareceu dos radares na Indonésia, na manhã deste sábado, caiu ao mar ao largo da costa de Jacarta. A bordo iam 62 pessoas.

O Boeing 737-500 tinha acabado de levantar voo do Aeroporto Internacional Sukarno-Hatta, na capital indonésia, com destino a Pontianak, capital da província de West Kalimantan, na ilha de Bornéu.

Quatro minutos depois de descolar, a aeronave desapareceu dos radares. O avião terá perdido mais de 10 mil pés de altitude em menos de um minuto.

De acordo com o ministro indonésio dos Transportes, seguiam a bordo do aparelho 50 tripulantes e 12 passageiros.

As operações de busca decorrem no mar, a norte de Jacarta, depois de um grupo de pescadores terem encontrado o que parecem ser destroços de um avião. As autoridades instalaram um posto de identificação num hospital de Jacarta oriental para onde se estão a descolar os familiares das vítimas.

O Boeing 737-500 tinha 27 anos. Foi construído muito antes do 737 Max, o modelo da Boeing que foi protagonista de dois acidentes com vítimas mortais. Em 29 de outubro de 2018, uma aeronave da Lion Air, da Indonésia, caiu no Mar de Java. A Administração Federal de Aviação permitiu que o modelo continuasse a voar e, a 10 de março de 2019, ocorreu outro acidente, desta vez com a Ethiopian Airlines.

Esta semana foi anunciado que a Boeing vai pagar 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois milhões de euros) para resolver a acusação criminal de ter enganado os reguladores de segurança no desenvolvimento da aeronave 737 Max. O valor inclui as indemnizações às famílias das 346 pessoas que morreram nos dois acidentes.