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Pelo menos 114 albinos desapareceram em Moçambique desde 2014

Flavia Pinto, responsável pela organização de voluntários Azemap, que apoia pessoas albinas, com uma criança que está em processo de adotar. O pai da criança tentou vendê-la.

2019 Marcus Bleasdale for Human Rights Watch

Estima-se que existam no país cerca de 20 mil pessoas com albinismo.

Pelo menos 114 pessoas com albinismo desapareceram em Moçambique desde 2014, em circunstâncias não esclarecidas, disse à Lusa fonte da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).

"Do número, 58 casos foram participados às autoridades competentes e há 55 processos-crimes instaurados", disse Sheila Massuque, do CNDH.

Em Moçambique, as pessoas com albinismo têm sido vítimas de perseguições, violência e discriminação devido a mitos e superstições, sendo colocadas entre as que mais sofrem violações de direitos humanos.

Segundo dados avançados a CNDH, estima-se que existam no país cerca de 20 mil pessoas com albinismo.

O Governo moçambicano considera que a situação no país ainda é preocupante e, por isso, importa desenvolver ações que garantam a sua proteção e os seus direitos.

"Estamos cientes da responsabilidade de continuar a desenvolver ações energéticas para a proteção das pessoas vivendo com o albinismo, aprovando instrumentos legais que estabelecem direitos especiais, tais como direito à educação, à saúde e ao trabalho", disse, na quinta-feira, Manuel Malunga, do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, durante um encontro que juntou o Governo, sociedade civil e empresários para discutir a situação do albinismo em Moçambique.

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