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Confrontos entre polícia e populares em Bruxelas

Confrontos entre polícia e populares em Bruxelas, Bélgica

STEPHANIE LECOCQ

Os confrontos começaram quando a polícia ordenou à multidão que estava num dos maiores parques da cidade para dispersar.

Várias pessoas acabaram feridas depois de confrontos que ocorreram quinta-feira entre a polícia e populares no Bois de la Cambre, em Bruxelas (Bélgica), que se juntaram para um evento não autorizado, apesar das restrições impostas para conter a pandemia.

A porta-voz da polícia de Bruxelas, Ilse Van de Keere, confirmou à Associated Press (AP) que 22 pessoas foram detidas e vários agentes ficaram feridos.

Os confrontos começaram quando a polícia ordenou à multidão que estava num dos maiores parques de Bruxelas para dispersar. A AP constatou no local que várias pessoas não obedeceram às ordens da polícia e que atiraram garrafas e outros projéteis aos agentes, que recorreram a canhões de águas e gás lacrimogéneo para as dispersar.

A porta-voz da polícia acrescentou que vários veículos da polícia ficaram danificados e que sete cavalos ficaram com ferimentos.

A situação voltou ao normal ao início da noite, explicitou Ilse Van de Keere.

O festival não autorizado, intitulado "La Boum" ("A Festa"), foi publicitado nas redes sociais e a polícia até tinha sido advertida de que deveria se rum evento falso, criado para celebrar o Dia das Mentiras.

Contudo, cerca de 2.000 pessoas aparecerem no Bois de la Cambre para participar no festival.

As multidões invadiram os parques de Bruxelas durante a semana para aproveitarem o bom tempo, apesar das restrições que o Governo belga impôs para impedir a disseminação da pandemia, nomeadamente, a impossibilidade de haver ajuntamentos com mais de quatro pessoas por grupo.

A Bélgica contabilizou mais de 882.000 infeções desde o início da pandemia e mais de 23.000 óbitos associados à covid-19.

Os internamentos aumentaram nas últimas semanas e as autoridades sanitárias alertaram para a rotura das unidades de cuidados intensivos a partir de 10 de abril, se o ritmo de contágios e de internamentos continuar a subir.

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