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Narcotraficantes do cartel mexicano de Sinaloa detidos na Venezuela

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Os narcotraficantes foram intercetados no estado de Apure.

As autoridades venezuelanas detiveram vários integrantes do cartel de Sinaloa (organização mexicana dedicada ao narcotráfico), no Estado de Apure, no âmbito de ações militares para combater a presença de grupos irregulares na fronteira colombo-venezuelana.

"Descobrimos umas aeronaves que tentavam usar para continuar com as atividades de narcotráfico desde a Colômbia e capturámos uns indivíduos do cartel de Sinaloa, que vinham do Brasil e que estão à ordem da justiça", anunciou o almirante Remígio Ceballos.

O anúncio foi feito através da televisão estatal venezuelana e Ceballos, que se desempenha como chefe do Estado Maior do Comando Operacional das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FANB) precisou que foram ainda descobertos "outros eventos" em várias localidades do estado venezuelano de Apure.

Precisou que os militares venezuelanos atuam para detetar, combater, erradicar e combater com resolução e força, grupos irregulares colombianos, narcotraficantes e terroristas que tentam usar o território da Venezuela.

"Para atuar rapidamente, para ampliar o nosso rádio de ação e proteção, porque do outro lado da fronteira (Colômbia) está tudo totalmente abandonado", disse.

Segundo Ceballos as FANB "têm bases de proteção fronteiriça em ação permanente" em ações de custódia.

"Quem se enfrente ao poder do Estado venezuelano receberá uma resposta contundente, proporcional e progressiva, segundo a Constituição da República (da Venezuela). Não permitiremos estrangeiros com armas em território pátrio. Todos serão expulsos", disse.

Segundo a imprensa venezuelana pelo menos 17 pessoas faleceram desde 21 de março, entre eles 8 militares venezuelanos, no estado de Apure, durante confrontos entre as autoridades venezuelanas e grupos irregulares colombianos.

Nos últimos dias, várias ONG e ativistas dos direitos humanos emitiram comunicados alertando sobre o alegado uso excessivo da força por parte de militares venezuelanos em várias povoações de Apure e insistindo que estão a ser afetados civis que não fazem parte dos conflitos.

Pedem que se realizem investigações "para determinar os autores ou participantes de atos puníveis" e que os venezuelanos sejam informados sobre as operações militares que as autoridades realizam e que sejam divulgados os nomes dos detidos.

As ONG falam de excessos, abusos de poder, violações de direitos fundamentais dos cidadãos, entre eles o direito à vida, à liberdade, à propriedade privada.

Em 5 de março último o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, anunciou que 9 alegados integrantes de grupos terroristas faleceram em confrontos com a polícia e que tinham sido detidos 40 integrantes de grupos irregulares.