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Cidade da Beira, em Moçambique, ganha mapa de risco face a desastres naturais

Siphiwe Sibeko

Mapa identifica zonas de maior risco face a desastres naturais e serve para dar apoio à planificação do uso de terras e à implantação segura de investimentos sociais e económicos.

A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) entregou ao Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique um mapa de risco da cidade da Beira, centro do país, para minimizar o impacto de desastres naturais, anunciaram as entidades envolvidas.

"Acreditamos que este mapa irá desempenhar um papel fundamental e indispensável no processo de reconstrução da cidade da Beira", referiu Hiroaki Endo, representante da JICA em Moçambique, citado hoje pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A cidade da Beira, com meio milhão de habitantes, tem sido a zona urbana de Moçambique mais afetada por ciclones e outras tempestades, devido à sua localização na costa do oceano Índico, percurso natural de muitos ciclones que se desenvolvem no Canal de Moçambique - faixa de mar entre o continente africano e a ilha de Madagáscar.

A Beira tem ainda uma característica especial: erguida em antigos terrenos pantanosos, tem parte da sua área abaixo do nível médio da água do mar, do qual vive separada graças a uma faixa edificada da cidade e a barreiras que também têm sido severamente danificada por tempestades.

O novo mapa identifica zonas de maior risco face a desastres naturais e serve para dar apoio à planificação do uso de terras e à implantação segura de investimentos sociais e económicos.

A iniciativa foi apoiada pelo Banco Mundial na sequência do projeto de Fortalecimento da Resiliência na Área Afetada pelo ciclone Idai, em 2019.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois dos maiores ciclones (Idai e Kenneth) de sempre a atingir o país.